Pular para o conteúdo principal

Êta Nóis!!!!!!!


Capa do LP de Luhli e Lucina  



Tem umas duas semanas que a página @reliquiasonora postou em seus stories um disco do Ney Matogrosso mostrando algumas faixas. De imediato comentei que é impossível ouvi-lo e não cantar junto.

Daí me lembrei de Luhli e Lucina e do disco Êta  Nóis que me traz recordações muito boas da minha infância. Toda manhã de domingo era de praxe assistir ao Som Brasil (exibido pela Rede Globo) e foi por lá que elas apresentaram com Ney uma canção que falava sobre amizades, brigas, reconciliações, música, abelhas e mel.

Com ele ainda , a dupla de compositoras ( uma carioca e uma cuiabana) tiveram  inúmeras músicas gravadas como Bandoleiro, Fala e Vira.

 Hoje seguem carreiras solo, mas conseguiram encantar toda uma geração com suas propostas inovadoras misturando estilos como MPB, Samba, Rock Rural e Rock Progressivo.

Ontem, sob o impacto da notícia da morte do ator Tom Veiga ( o querido Louro José) fiquei lendo as homenagens e mais uma vez pensando na mensagem que talvez 2020 queira nos dar: não deixe nada, absolutamente nada para depois. Fale hoje, perdoe, releve, mande uma mensagem ou um telefonema, diga que gosta, faça o bem, pois tudo é efêmero.

Ainda passando os posts me deparei com um super especial de Mônica Salmaso, que desde o início da pandemia tem nos presenteado com sua belíssima voz e grandes parcerias no Projeto Ô de Casas : uma proposta de fazer música consciente durante a quarentena . Cada qual na sua casa mas com uma edição que nos leva para dentro do cantinho deles.

Desta vez, os convidados eram o músico Webster Santos ( com seu violão mais que preciso) e Ney Matogrosso: a música escolhida, aquela que ouvi no Som Brasil e depois durante toda minha vida. 

Os "lás" e os "bemóis" e os "acordes dissonando em perfeita harmonia " por eles me deixaram muito emocionada. Ouvi uma, duas , três e agora enquanto escrevo para vocês.

E é nessa toada que desejo um bom feriado...

Êta Nóis!

  



Comentários

  1. Encontro perfeito: Matogrosso e Salmaso. Como ficou bonito!!!!

    ResponderExcluir
  2. DV : nós que conhecemos bem esta música podemos dizer...ficou linda demais!!!!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Para Lô...

    No dia de hoje nem tenho o que dizer ou escrever ao certo. Só sei que aprendi essa canção de Salomão Borges Filho ainda na infância, e já me tocava o trecho em que ele cantava: " se eu morrer não chore não, é só a lua..." Sim, foi a lua. Agora sei que te encontro lá toda vez que ouvir sua obra. Achei este registro de 2023, num dia que essa música estava na minha cabeça, pedindo para ser cantada. Ao mesmo tempo um bem-te-vi no muro começou a cantar. Nem ele resistiu à beleza de "Um girassol da cor do Seu Cabelo". Vai em paz Lô... Obrigada por tanto.

Go Back 80's celebra os 40 anos do Rock Brasil

    Rock Brasil - A Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro  de Brasília nesta terça-feira levando o rock brasileiro da década de 80 para o público brasiliense                                  Foto: Estúdio Laborphoto      A década de 1980 foi determinante para a música brasileira. Foi neste período que surgiram as bandas de rock que fizeram história e firmaram o estilo musical no nosso país. Para homenagear os 40 anos do rock brasileiro, cinco músicos se reuniram para levar o bom e velho rock para todos os cantos. Nessa terça-feira, 10 de setembro, às 20 horas, a Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro de Brasília com o show "40 anos de Rock Brasil". "A banda Go Back está em turnê pelo centro oeste, onde trás o show "40 anos de rock Brasil uma seleção de músicas e artistas que consagraram e edificaram esses estilo musical no Brasil. Uma forma de homenagem a este ...

Centenário Inezita Barroso

  Centenário - pesquisadora de nossa cultura popular, Inezita reunia gerações em seu programa exibido todos os domingos pela TV Cultura Foto: Reprodução Itaú Cultural Ontem, dia 4 de março, foi celebrado o centenário de uma mulher, que enquanto esteve aqui, neste plano, viveu por e para a música brasileira: Inezita Barroso. Conhecida como  a "D ama da Música Caipira", por trinta anos  abriu as portas de seu programa Viola, Minha Viola, exibido pela TV Cultura, para receber artistas da velha e nova geração.  Nascida Ignez Madalena Aranha de Lima no ano de 1925 na cidade de São Paulo adotou o sobrenome Barroso do marido. Foi atriz, bibliotecária, cantora, folclorista, apresentadora de rádio e TV.  Segundo a neta, Paula Maia publicou em seu Instagram, foi uma das primeiras mulheres a tirar carteira de habilitação e viajou por todo país para registrar músicas do folclore brasileiro.  Recebeu da Universidade de Lisboa o título de honoris causa em folclore e art...