Compositora - rezadeira, parteira, e mestra de reisado que encantou a todos, e a mim com sua poesia sonora Foto: Reprodução site Sertão Paulistano Como já contei aqui, em uma carta para o Nelson Motta, o acaso me levou até a dança do ventre. Foi paixão na primeira ouvida:as batidas do derbake me tocaram num ponto adormecido do coração, a lembrança dos tambores e ritmos afro brasileiros que tanto amava na Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes (que se encerra neste fim de semana). Curiosa, quando me deparei com um derbake e um pandeiro árabe (o riq drum) fui tentar entender como funcionava pra criar aquele ar de "As Mil e uma Noites". As bailarinas de dança do ventre não escutam a música e saem dançando. Existe muito estudo de técnicas e ritmos para que o quadril possa acompanhar as batidas e os instrumentos. Com nossos ventres, braços e mãos fazemos a leitura do que a melodia indica. Não satisfeita adquiri um riq drum para aprender com profundidade como toc...