Sonhos - F elipe Carceles e banda realizaram no último domingo o sonho de levar o repertório da Aborto Elétrico para público mogiano Foto: Tatiana Valente Nesse mundo existem três tipos de pessoas. As que sonham, as que apoiam sonhos e as que vivem para destruir os sonhos. Escolher qual delas seremos faz parte de uma peça teatral chamada vida. Aos dezessete anos eu vivia com o violão debaixo do braço, tentando tocar alguma coisa com os três acordes que sabia e com as revistas que tinha em casa. Fim da década de 90 a Internet não trazia sites com cifras facilitadas, aprender era na raça mesmo. As canções da Legião Urbana eram constantes, pois muitas tinham acordes sem pestana e eu conseguia fazer. Embora soubesse que teria de prestar um vestibular e escolher uma profissão, sonhar em trabalhar com música era coisa minha, só minha. E ouvia de todos os cantos que a música não me levaria a lugar algum. Isso quando não zombavam de mim aprendendo a tocar, imitavam meu cantar, ridiculariz...