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Mostrando postagens com o rótulo Beto Guedes

Quinta da Saudade : " Estender o sol na varanda, até queimar..."

   Sol na Varanda - uma das páginas do relâmpago elétrico traz canção de 1977 com cheiro e gosto de liberdade Foto: Reprodução LP      Dia desses rolando meu feed no Instagram vi um vídeo do cantor e compositor João Suplicy sugerindo que seus seguidores enviassem pedidos musicais. Não me segurei, e pedi que cantasse "Quando a Noite Vai Chegando", lançada por ele em 2002, numa parceria com João Pellegrino, e a participação mais que especial de Toquinho. Fui prontamente atendida nesta segunda-feira, e foi inevitável não voltar para o ano de 2003, quando estagiária do Caderno de Cultura do Diário de Mogi fui até o Lumiar para conferir seu show, anunciado para os mogianos em uma matéria redigida por mim. Neste dia a música entrou de vez para minha trilha e a amo. Mas, não é "beeeem" sobre ela que quero falar. Sim sobre o Lumiar. Era um bar, localizado na Coronel Souza Franco, Centro de Mogi das Cruzes, onde eu batia cartão para ouvir os músicos da cidade. Não saía ...

Djavan e Eles

Pétala - dia de celebrar o cantor e compositor muso deste blog e de muitos outros poetas e escritores Foto: Tati Valente Dia de Djavanear o que há de bom. Os leitores do Falando em Sol já estão cansados de saber o apreço que tenho pela obra do alagoano Djavan Caetano Vianna, e que todo ano, esta data aqui é celebrada em forma de palavras. O que posso fazer, se Djavan "invade e fim"? Para comemorar seu 76º aniversário, selecionei cinco momentos em que ele dividiu cena com outros nomes da música popular brasileira. O resultado: um oceano de beleza. Tudo começou aqui. Este foi o meu primeiro contato com Djavan e tenho a certeza que de toda uma geração que nasceu nos anos 1980. Ele é Superfantástico! Edgard Poças...obrigada por isso... Azul é linda, amo ouvir e cantar até cansar...  Com Gal e Djavan então...o céu não perde o azul nunca... Esse vídeo foi em um Som Brasil, no ano de 1994. Desculpem, posso até parecer monotemática, mas Amor de Índio é linda. Mais linda ainda com est...

Quinta da Saudade : " Sim, todo amor é sagrado..."

Amor de Índio - canção de Beto Guedes e Ronaldo Bastos era uma das mais emocionantes no tempo em que esta que vos escreve cantava em casamentos (foto abaixo) Fotos: reprodução álbum/ Ana Maria Marangoni "Olha aqui Tati, pode segurar esse choro. Se chegar lá na hora de cantar  e você abrir essa boca, tá fora dos casamentos", ameaçava em forma de brincadeira minha amiga, líder  do nosso grupo nos ensaios. Lá no início dos anos dois mil, me juntei a alguns colegas do coral para montar um grupo vocal, e nos apresentávamos nos intervalos culturais da faculdade, em formaturas, saraus, onde nos convidavam levávamos nosso repertório com músicas do cancioneiro nacional. Éramos "Caxias": durante a semana tínhamos nossas obrigações, nos trabalhos, nos estudos e com o coral da universidade, nos sobrava o sábado para os ensaios. E estes aconteciam das duas da tarde até as oito da noite para o pavor de namorados e familiares que reclamavam de nossas ausências nos fins de semana ...

Quinta da Saudade : " O Sal da Terra..."

  Mensagem - música lançada no ano de 1981 no LP " Contos da Lua Vaga" já mostrava caminhos de como ser " Sal na Terra" Foto: Tatiana Valente " Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o sabor, com que se salgará? Não serve para nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelas pessoas", disse Jesus a seus discípulos em uma de suas parábolas. Mas o que seria ser "sal na terra", pensava eu ainda criança na escola dominical, quando saber as passagens bíblicas muitas vezes tinha intuito decorativo,  de qual time ganharia mais pontos sabendo os nomes e onde estavam essas passagens na Bíblia sem nenhum estudo explicativo.  Fui compreender na juventude, observando atitudes de pessoas que praticavam o trabalho voluntário, de ajudar ao próximo e fazer diferença na vida das pessoas. Ajudar sem olhar a quem. Amar ao próximo como a si mesmo, estender a mão sem exigir nada em troca. Essas atitudes numa comparação concreta seriam o real significado de ...

Quinta da Saudade : Quando conheci o Clube da Esquina

  Eu, a rosa, a camisa do meu time e na estante entre os CDs recém-comprados o duplo Clube da Esquina (o último na linha do meu ombro) Foto: arquivo pessoal Essa turma sempre esteve em casa. Nos LPs, fitas cassete - temos Sol de Primavera, Geraes e entre outras preciosidades guardadas em uma gaveta na sala de estar. Portanto entraram na minha vida e na minha trilha sonora de maneira natural.  Os mineiros Beto Guedes, Milton Nascimento, os irmãos Borges além dos outros que integravam o grupo Som Imaginário embalaram minha infância. Eu cantava as músicas com meu pai no violão. Em julho quando viajávamos para Minas-  Passa Quatro ou São Lourenço terra do Parque das águas - ia vendo as belíssimas paisagens das serras embalada pelas canções destes músicos. Era o que minimizava o gosto amargo da água ferruginosa que descia goela abaixo pois eu era muito magrinha e "precisava" tomar. Era bom "pro sangue", diziam. Os mineiros eram bons "pros ouvidos". Mas, aos 13 ...

Dia de celebrar Beto Guedes

  Coletânea que me faz companhia há tantos anos Foto: arquivo pessoal Hoje é dia de celebrar Alberto de Castro Guedes o nosso amado Beto Guedes. Cresci ouvindo seus LPs e desde a infância me acostumei a cantarolar suas músicas.  O mineiro de Montes Claros era integrante do maravilhoso Clube da Esquina com Milton Nascimento, Fernando Brant, os irmãos Marcio e Lô Borges. Foi por meio dele que conheci a bela poesia de Ronaldo Bastos e de tantos outros letristas como Murilo Antunes, Tavinho Moura que trago em minha memória afetiva. Filho de Julia e Godofredo Guedes (este um seresteiro compositor de choros e de uma das minhas músicas favoritas) cresceu tendo o rock como referência. Na adolescência tocava em bandas e aos dezoito anos participou do 5ºFestival da Canção com a belíssima "Feira Moderna". Meu contato maior com a obra de Beto foi na adolescência, quando de posse de um discman carregava o CD com esta coletânea para todos os lados em especial na minha rede onde deitava pa...

Gabriel...

  Foto : arquivo pessoal Em 1978 o músico e compositor mineiro Beto Guede s encomendou a Ronaldo Bastos  (responsável por maravilhosas canções como Fé Cega, Faca Amolada; Um Certo Alguém e de quem ainda vou falar muito por aqui) a letra para uma música  que teria feito para celebrar o nascimento de seu filho Gabriel . É uma música que tem uma introdução belíssima, suave e que se parece muito com uma canção de ninar ou uma valsa daquelas em que a gente chega a fechar os olhos para ouvir. Foi lançada no àlbum Amor de Índio em setembro do mesmo ano pela gravadora EMI Music Brasil que tem outras músicas bem conhecidas como a que dá nome ao disco (também parceria com Bastos), O medo de amar e de ser livre e Feira Moderna (que anos mais tarde ganhou uma versão deliciosa no acústico MTV dos Paralamas do Sucesso).  Li no Jornal Hoje em Dia de Belo Horizonte que o hoje músico Gabriel Guedes se emociona toda vez que ouve a canção que com muito amor foi feita para ele e c...