Autêntica - com mistura de brega pop, orquestra e ancestralidade, a multiartista representa a mulher que não aceita ser calada pela sociedade Foto:Pritty Reis A cantora e multiartista sergipana Táia apresenta ao público seu novo trabalho autoral, o álbum Obá Tajá , que estreou nas plataformas digitais nesta sexta-feira, 6 de março. Sucessor do inventivo disco visual Renasço , o projeto aprofunda a pesquisa estética da artista ao unir brega pop, elementos orquestrais e performance em uma narrativa marcada pela busca por identidade e pertencimento. Em faixas com conteúdo reflexivo, Taia mostra a que veio: representar mulheres que não aceitam ser presas, queimadas, amordaçadas, e usa em suas músicas palavras que a sociedade teima em calar. O novo álbum nasce do desejo da cantora de se cercar de pessoas que fazem parte de sua trajetória afetiva e artística. Entre os músicos convidados estão Jotaerre (Psirico), Julico (The Baggios), Diane Veloso (A Banda dos Coraçõ...
Dor- na proximidade do dia da mulher a sensibilidade cede espaço à luta, ao protesto, à indignação de viver num mundo onde somos vistas como meros objetos Foto: Tatiana Valente Uma família em Suzano, cidade do Alto Tietê, protesta a morte de sua filha. Uma policial linda, de 32 anos, encontrada morta em seu apartamento. Alguns dias antes enviou uma mensagem pedindo para que o pai a tirasse dali. O pobre homem não teve tempo. Em reportagem lamentava não ter conseguido . Ele, pai de fato, teve o movimento de querer salvar a filha. Muitos pais, calcados no machismo estrutural recebem a mesma mensagem. Fazem vista grossa para todos os tipos de violências domésticas que as filhas sofrem, deixam a valentia para o substantivo que carregam como alcunha. Minimizam para o "é só uma briga de casal". Culpam as filhas por terem provocado a ira dos maridos. Não importa. Historicamente as mulheres, mesmo quando em suas razões, estarão sempre erradas. Queridos leitores do Falando em Sol...