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Quinta da Saudade: " Essas ruas de clave, sol e de multidão..."

Vulcão da Liberdade -  Algumas de minhas relíquias da cantora, compositora e bailarina Daniela Mercury Foto Cd e LP: Tatiana Valente Ela já vivia em meu walkman desde que conheci " O Canto da Cidade".  Em uma fita cassete carregava algumas músicas como a que dava nome ao disco, "Batuque"; " Você não entende nada/Cotidiano"; "Bandidos da América"- achava incrível a brincadeira " Salve a dor/ Salvador". E a romântica "Só Pra te mostrar" de Herbert Vianna tema de  uma novela.  Daniela Mercury era -para nós meninas que gostávamos de dançar- uma referência do que é ser uma artista completa: cantava e dançava  e era bailarina de verdade. Uma baiana "arretada" de cabelos cacheados  que levantava a gente e contagiava com sua arte e seu sorriso aberto. Dois anos depois ela lançou o meu álbum favorito dela. Também produzido por Liminha- meu produtor xodó que assinava a composição de duas músicas - "Música de Rua" che...

Quinta da Saudade : a música do "afro-argentino "Ramiro Musotto

Já contei numa quinta da saudade sobre minha viagem para Porto Seguro. Além de dançar muito, aproveitei para conhecer os ritmos e instrumentos tocados pelos músicos que ali conheci. Aprendi a tocar atabaque, afoxé, agogô e bongô. Mas meu foco mesmo era o berimbau.  Queria muito aprender a tocar já que muitas vezes no caminho de volta pra casa passava pela praça da Telefônica ou a a praça da matriz e via os alunos do mestre Rosa da academia Baraúna jogando capoeira com as palmas acompanhando o coro de " Paranauê, paranauê, paraná..." O som do berimbau me seduzia e muitas vezes ficava ali acompanhando o espetáculo. Precisava aprender, pois na banda de Luiz Maurício tinha um músico que o fazia com maestria e eu babava. Chegando em Porto Seguro fui fazer meu laboratório musical: me meti nas rodas de capoeira e os músicos solícitos me ensinaram a tocar. Na passarela do álcool ao invés de me render às batidas doces fui aprender o berimbau. Não é fácil. Um trabalho de coordenação mo...