Pular para o conteúdo principal

A Banda Que Nunca Existiu (ABQNE) convida grandes nomes da música para álbum de estréia

O amor pela música causou a união de dois compositores : o mogiano Humberto Lyra e o paulistano Luiz Pissutto dando origem a um projeto chamado A Banda Que Nunca Existiu (ABQNE)

Humberto trabalhava numa empresa  como motorista e entregador e ao dar uma carona para a mãe de Luiz (que era sua colega de trabalho) descobriu que o ainda adolescente era fã como ele da banda Engenheiros do Hawaii. 

Quando Lyra e Pissutto  se encontraram a conexão foi imediata: se reconheceram pelos gostos musicais e então começaram a fazer sessões de audições e papos sobre música.

Um dia a dupla resolveu compor algumas canções e  desses encontros realizaram inúmeros shows particulares. A mãe de Luiz numa brincadeira disse que eles eram a banda que tocava para ninguém, daí os  batizou com o nome " A Banda Que Nunca Existiu".

A banda que começou em 1994 e foi registrada em 2014 lançou o primeiro single em 2020, que contou com a participação de nomes como como Augusto Licks, Pedro Mariano, André Abujamra, Luana Camarah, Paulinho Moska e Zeca Baleiro, padrinho do projeto no qual parte da renda será revertida para uma instituição destinada à pessoas com câncer, em memória às mães dos compositores já falecidas.

Em dezembro último, a banda se reuniu com o Projeto Chumbo na canção “Acabou ou Começou?”. Algumas músicas já estão disponíveis nas plataformas digitais, nas rádios e c clipes no You Tube. “Acabou ou Começou?” é a primeira canção em que Lyra e Pissutto também aparecem, dividindo vocais e tocando com o Projeto Chumbo.

 Formado pelos irmãos Flávia e Paulo Plombon, o Projeto Chumbo traz em sua sonoridade elementos do pop, do folk e da MPB, que combinariam perfeitamente com a canção “Acabou ou Começou”. Foi o que pensou Pissutto ao assistir um show do duo. “A música foi composta num ukulele e assistindo a um show do Projeto Chumbo pensei que seria perfeita a participação deles. O que eu não imaginava é que eles dariam uma "esticada" na estadia por São Paulo para acompanhar o Augusto Licks na mixagem de ‘Só uma Vez’, que ele gravou com a gente. Sem nada planejado, convidamos para gravarem ‘Acabou ou Começou?’ e eles toparam na hora. A voz feminina da Flávia e o ukulele e a gaita do Paulo deram uma textura acústica e elegante para a canção. A conexão foi tão perfeita, que nos inspirou a debutar no estúdio. Essa é a única canção do projeto que participamos”, revela Pissutto.

“Escrevi a letra inspirado por uma história de uma colega de trabalho que havia terminado seu noivado de muitos anos. Curioso sobre o porquê, ela triste disse ‘acabou porque acabou’. Tempos depois, toda feliz, ela me disse que havia iniciado um novo romance. Quando mostrei a parte de ‘Acabou’ para o Pissuto, logo veio a ideia e escrevemos ‘Começou’. A canção é uma sátira de como reagimos aos sentimentos nesse mundo "líquido" que vivemos, da mesma maneira que a vida oferece a beleza dos ciclos”, relembra Lyra. A capa é uma arte da própria Flávia do Projeto Chumbo, que representa o ciclo de acabar ou começar em forma de ampulheta, que dependendo da posição representa o início ou fim. “Acabou ou Começou?” foi gravado em grande parte no estúdio NaCena, de João Marcelo Bôscoli.

 O primeiro single do álbum “Só Uma Vez”, chegou nas plataformas digitais em julho do ano passado, trazendo no vocal o guitarrista gaúcho Augusto Licks (ex- Engenheiros do Hawaii), que ainda encorpou o arranjo com suas guitarras em "overdubbing", que é uma técnica de empilhamento de áudios. 

Hoje vou apresentar para vocês a minha favorita ( porque já virei fã da banda), "Essa Canção" que tem a participação de Pedro Mariano, filho de Elis Regina .




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Go Back 80's celebra os 40 anos do Rock Brasil

    Rock Brasil - A Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro  de Brasília nesta terça-feira levando o rock brasileiro da década de 80 para o público brasiliense                                  Foto: Estúdio Laborphoto      A década de 1980 foi determinante para a música brasileira. Foi neste período que surgiram as bandas de rock que fizeram história e firmaram o estilo musical no nosso país. Para homenagear os 40 anos do rock brasileiro, cinco músicos se reuniram para levar o bom e velho rock para todos os cantos. Nessa terça-feira, 10 de setembro, às 20 horas, a Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro de Brasília com o show "40 anos de Rock Brasil". "A banda Go Back está em turnê pelo centro oeste, onde trás o show "40 anos de rock Brasil uma seleção de músicas e artistas que consagraram e edificaram esses estilo musical no Brasil. Uma forma de homenagem a este ...

Para Lô...

    No dia de hoje nem tenho o que dizer ou escrever ao certo. Só sei que aprendi essa canção de Salomão Borges Filho ainda na infância, e já me tocava o trecho em que ele cantava: " se eu morrer não chore não, é só a lua..." Sim, foi a lua. Agora sei que te encontro lá toda vez que ouvir sua obra. Achei este registro de 2023, num dia que essa música estava na minha cabeça, pedindo para ser cantada. Ao mesmo tempo um bem-te-vi no muro começou a cantar. Nem ele resistiu à beleza de "Um girassol da cor do Seu Cabelo". Vai em paz Lô... Obrigada por tanto.

Quinta da Saudade : "Chora, Coração..."

  Wando - a canção do passarinho que fez chorar muitos corações Foto: Tatiana Valente Mês das crianças. Olhando minhas fotos constato o quanto fui feliz, numa infância com trilha sonora. E me lembro de muitas canções das quais você,que me acompanha aqui, já sabe que são parte da minha infinita trilha de vida. Mas tem uma pela qual tenho carinho enorme e rendeu uma história que amo lembrar. Do cantor e compositor Wando em parceria com Pedro Fernando de Melo Medeiros, " Chora, Coração" fez um enorme sucesso no ano de 1985, tema de Lucinha Lins em Roque Santeiro. Já deve estar aí pensando...como assim? Wando, pra uma criança? Bem, passava o ano aguardando minhas férias de junho e de janeiro. O destino era a casa da minha avó, um sítio em Cruzeiro. Lá vivia um primo, mais novo que eu uns dois anos. Ele era pequenino, miúdo e tinha uma voz muito aguda. Vivia cantarolando e não deixava ninguém cantar a música do Wando. Essa era dele. Nos dávamos muito bem, tirando as vezes em que ...