Pular para o conteúdo principal

Assis Medeiros lança trilha de "O Jardineiro do Tempo" nesta sexta-feira

Criação - O compositor Assis Medeiros lança nesta sexta- feira trilha de O Jardineiro do Tempo,  que mistura rap, baião e violões acústicos com batidas eletrônicas.
Foto : Adriana Lago


Capa do EP , imagem do fotógrafo francês Samuel Gazé



Assis Medeiros lançará nesta sexta-feira (27 de janeiro) em todas as plataformas de áudio a sua terceira trilha para filmes. Desta vez o público terá acesso a um EP com seis faixas instrumentais, parte do filme O Jardineiro do Tempo (2001), um curta-metragem em 35mm, do diretor brasiliense Mauro Giuntini. Embora seja o terceiro lançamento nas plataformas, este foi o primeiro trabalho que o compositor e produtor musical - natural de Recife mas radicado em Brasília - realizou especificamente para cinema. O disco que mistura programações eletrônicas com instrumentos acústicos ficou na gaveta por 22 anos. As músicas lhe renderam os prêmios de melhor trilha original, no ano de 2002, nos festivais de cinema de Recife e São Luís (Guarnicê). 

“Desde o ano passado, eu resolvi lançar meus trabalhos de trilhas sonoras. Primeiro foi a trilha 'Sertão do meu amor', produzida para um documentário da TV Senado no ano de 2000. E depois veio a trilha do curta-metragem 'Um pouco de dois', conta.

Assis lembrou ainda como surgiu a inspiração para compor as seis músicas que fizeram a trilha de "O Jardineiro do Tempo", numa mistura de ritmos como o baião, o rap, e batidas eletrônicas.

" A inspiração quando a gente faz uma música para um filme vem da ideia dele. Esse filme é um curta-metragem que conta uma história futurista, um cara que vem do futuro para ver as obras do Burle Marx aqui em Brasília, uma ficção futurista. O diretor  Mauro Giuntini queria fazer uma junção de batidas eletrônicas com coisas acústicas, por, exemplo em 'Rap Macumba' eu misturo tambores com  o berimbau, tem o Gustavo que toca um didigeridoo - um instrumento australiano - e ao mesmo tempo tem as batidas eletrônicas loucas, então essa é a inspiração do filme. É interessante que quando a gente faz uma trilha é como se a gente partisse de uma inspiração específica a trilha está sempre atrelada a ideia do diretor. Mas em Flor azul que eu gosto muito é um tema que foi todo construído acústico. São dois violões um e contrabaixo acústico, inclusive tocado por Xisto Medeiros que já foi baixista de Chico César, é do Quinteto de Cordas da Paraíba, um cara super respeitado de João Pessoa. Tem a "Violão e Vidro" que é só violão e um copo que fico mexendo chaves dentro do copo,  e no final a gente quebrou mesmo o copo no estúdio", lembra o músico.

Produzida por Assis Medeiros nos estúdios TocPop (Brasília/DF) e Peixe-boi (João Pessoa/PB), a trilha conta com a participação especial do baixista paraibano Xisto Medeiros (Quinteto da Paraíba), na faixa Flor Azul. Participam ainda do álbum os músicos Marcelo Macedo (violão de aço) em Flor azul e Gustavo Gracindo (didgeridoo e gritos) em Rap macumba. Assis também assina programações, teclado, violão, baixo, guitarra e percussões. Para a capa do disco o compositor preferiu usar uma imagem do fotógrafo francês, Samuel Gazé, especialista em captar a presença humana em uma espécie de "selva urbana".

“Esta foto traduz a música de uma forma muito profunda. Acho que a trilha, quando desconectada do filme, pode trazer significados mais amplos. E o trabalho do Samuel imprimi este novo significado”, explica Assis.







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Go Back 80's celebra os 40 anos do Rock Brasil

    Rock Brasil - A Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro  de Brasília nesta terça-feira levando o rock brasileiro da década de 80 para o público brasiliense                                  Foto: Estúdio Laborphoto      A década de 1980 foi determinante para a música brasileira. Foi neste período que surgiram as bandas de rock que fizeram história e firmaram o estilo musical no nosso país. Para homenagear os 40 anos do rock brasileiro, cinco músicos se reuniram para levar o bom e velho rock para todos os cantos. Nessa terça-feira, 10 de setembro, às 20 horas, a Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro de Brasília com o show "40 anos de Rock Brasil". "A banda Go Back está em turnê pelo centro oeste, onde trás o show "40 anos de rock Brasil uma seleção de músicas e artistas que consagraram e edificaram esses estilo musical no Brasil. Uma forma de homenagem a este ...

Para Lô...

    No dia de hoje nem tenho o que dizer ou escrever ao certo. Só sei que aprendi essa canção de Salomão Borges Filho ainda na infância, e já me tocava o trecho em que ele cantava: " se eu morrer não chore não, é só a lua..." Sim, foi a lua. Agora sei que te encontro lá toda vez que ouvir sua obra. Achei este registro de 2023, num dia que essa música estava na minha cabeça, pedindo para ser cantada. Ao mesmo tempo um bem-te-vi no muro começou a cantar. Nem ele resistiu à beleza de "Um girassol da cor do Seu Cabelo". Vai em paz Lô... Obrigada por tanto.

Quinta da Saudade : "Chora, Coração..."

  Wando - a canção do passarinho que fez chorar muitos corações Foto: Tatiana Valente Mês das crianças. Olhando minhas fotos constato o quanto fui feliz, numa infância com trilha sonora. E me lembro de muitas canções das quais você,que me acompanha aqui, já sabe que são parte da minha infinita trilha de vida. Mas tem uma pela qual tenho carinho enorme e rendeu uma história que amo lembrar. Do cantor e compositor Wando em parceria com Pedro Fernando de Melo Medeiros, " Chora, Coração" fez um enorme sucesso no ano de 1985, tema de Lucinha Lins em Roque Santeiro. Já deve estar aí pensando...como assim? Wando, pra uma criança? Bem, passava o ano aguardando minhas férias de junho e de janeiro. O destino era a casa da minha avó, um sítio em Cruzeiro. Lá vivia um primo, mais novo que eu uns dois anos. Ele era pequenino, miúdo e tinha uma voz muito aguda. Vivia cantarolando e não deixava ninguém cantar a música do Wando. Essa era dele. Nos dávamos muito bem, tirando as vezes em que ...