Pular para o conteúdo principal

Mila Costa estreia " O Canto do Uirapuru" na próxima sexta-feira

 



Canto do Uirapuru - Cantora e compositora Mila Costa leva para Teatro do CCBEU em Belém toda riqueza e diversidade dos ritmos amazônicos
Foto: Diego Di Paula

Era uma vez um jovem guerreiro indígena de nome Quaraçá que se apaixonou por uma bela menina de sua tribo, situada na belíssima Floresta Amazônica. Ele vivia pelas matas tocando sua flauta de bambu, porém Anahí foi prometida em casamento para o cacique da tribo e o amor entre os dois era então impossível. O jovem em tristeza absoluta pediu ao deus Tupã que desse fim àquele sofrimento. Compadecido, Tupã o transformou em um pequeno pássaro vermelho e amarelo, de asas pretas com um canto forte e belíssimo. Assim toda vez que encontrava sua amada se aproximava e pousava cantando para ela que se emocionava com o  belo canto do pássaro. Ouvir o canto de um Uirapuru é considerado um bom agouro. 

Essa lenda foi a inspiração da cantora paraense Mila Costa, que levará para o palco do Teatro do CCBEU em Belém do Pará, o show "Canto do Uirapuru", na próxima sexta-feira 24 de novembro às 24 horas. Nessa noite, segundo a artista será contada uma linda história de potência e força Amazônica, passeando por ritmos, lendas, cultura fazendo do evento um momento mágico.

" Para mim esse show é muito especial porque ele tem o objetivo de valorizar o norte e a cultura nortista. O artista tem um papel social importante e poder utilizar a música como arma para ser um agente na mudança de pensamento de uma sociedade que possui um preconceito geográfico e falta de conhecimento referente a nossa região é importante e necessário. Esse show é uma crítica respeitosa e mostra de forma didática quem nós somos e a potência da Região Norte do Brasil, a estreia dele será dia 24 de novembro no Teatro do CCBEU e pretendemos levar o mesmo posteriormente pelo Brasil afora", conta Mila.

No repertório o público poderá conferir releituras inéditas  de alguns clássicos da música paraense como "Olhos de Boto" (Nilson Chaves); " Ao pôr do sol" (Teddy Max) e "Foi o boto Sinhá", (maestro Waldemar Henrique) além de inúmeras canções autorais.  Como protagonistas os ritmos amazônicos, que possuem influências diretas das músicas caribenhas e trarão em suas letras as lendas, costumes e variações linguísticas que compõem a diversidade e riqueza cultural da região Norte do país.

" A maioria das canções escolhidas fazem parte da identidade sonoro musical de todo nortista e nos convidam a apreciar a nossa riqueza e  a valorizar o que vem daqui. Música paraense, brega, carimbó, erudito, lendas Amazônicas, reza de benzedeira, vai ser uma noite mágica de nostalgia, emoção, crítica ao preconceito geográfico que sofremos e a afirmação de que o Norte não é com M, mas sim como o canto do Uirapuru, o norte é sorte!", se emociona .

A banda que acompanhará Mila Costa é composta por Welliton Barreto (percussão); Bruno Smetak ( Violino); Elder Queiroz (baixo);Jonny Lobato (violão) e a participação especial dos dançarinos Luciana Gavino e Maurício Situba. Pensando na acessibilidade o show contará ainda com uma intérprete de Libras e os ingressos serão 100% gratuitos. 

O "Canto do Uirapuru" conta com o apoio do CCBEU, Casseb empório, Enrolou, ótica Roseus, Adocicada e Apleuticos beer. Uma realização da Fundação Cultural do Pará e do Governo do Estado do Pará.


Comentários

  1. Sucesso minha prima🥰🥰🥰

    ResponderExcluir
  2. Falar sobre nossa cultura parense em forma de músicas é mais que maravilhoso é super e único!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Go Back 80's celebra os 40 anos do Rock Brasil

    Rock Brasil - A Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro  de Brasília nesta terça-feira levando o rock brasileiro da década de 80 para o público brasiliense                                  Foto: Estúdio Laborphoto      A década de 1980 foi determinante para a música brasileira. Foi neste período que surgiram as bandas de rock que fizeram história e firmaram o estilo musical no nosso país. Para homenagear os 40 anos do rock brasileiro, cinco músicos se reuniram para levar o bom e velho rock para todos os cantos. Nessa terça-feira, 10 de setembro, às 20 horas, a Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro de Brasília com o show "40 anos de Rock Brasil". "A banda Go Back está em turnê pelo centro oeste, onde trás o show "40 anos de rock Brasil uma seleção de músicas e artistas que consagraram e edificaram esses estilo musical no Brasil. Uma forma de homenagem a este ...

Para Lô...

    No dia de hoje nem tenho o que dizer ou escrever ao certo. Só sei que aprendi essa canção de Salomão Borges Filho ainda na infância, e já me tocava o trecho em que ele cantava: " se eu morrer não chore não, é só a lua..." Sim, foi a lua. Agora sei que te encontro lá toda vez que ouvir sua obra. Achei este registro de 2023, num dia que essa música estava na minha cabeça, pedindo para ser cantada. Ao mesmo tempo um bem-te-vi no muro começou a cantar. Nem ele resistiu à beleza de "Um girassol da cor do Seu Cabelo". Vai em paz Lô... Obrigada por tanto.

Quinta da Saudade : "Chora, Coração..."

  Wando - a canção do passarinho que fez chorar muitos corações Foto: Tatiana Valente Mês das crianças. Olhando minhas fotos constato o quanto fui feliz, numa infância com trilha sonora. E me lembro de muitas canções das quais você,que me acompanha aqui, já sabe que são parte da minha infinita trilha de vida. Mas tem uma pela qual tenho carinho enorme e rendeu uma história que amo lembrar. Do cantor e compositor Wando em parceria com Pedro Fernando de Melo Medeiros, " Chora, Coração" fez um enorme sucesso no ano de 1985, tema de Lucinha Lins em Roque Santeiro. Já deve estar aí pensando...como assim? Wando, pra uma criança? Bem, passava o ano aguardando minhas férias de junho e de janeiro. O destino era a casa da minha avó, um sítio em Cruzeiro. Lá vivia um primo, mais novo que eu uns dois anos. Ele era pequenino, miúdo e tinha uma voz muito aguda. Vivia cantarolando e não deixava ninguém cantar a música do Wando. Essa era dele. Nos dávamos muito bem, tirando as vezes em que ...