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Márcia Tauil e Roberto Menescal revisitam anos 50 em pot-pourri

 


Pot-Porrina releitura lançada no dia 23 de fevereiro Márcia Tauil e Roberto Menescal dão luz aos anos 50 com história, suingue e química musical.
Foto: Paulo Thomaz

    Para  a nova geração, acostumada com a tecnologia, ouvir os "tuéns/tuéns" ou os "trins/ trins" do toque do aparelho telefônico com fio seja algo muito curioso. No single "Telefone/ Sambop", um pot-pourri lançado por Márcia Tauil e Roberto Menescal na última sexta-feira ( 23 de fevereiro) é possível conferir esses detalhes na letra criada por  Ronaldo Bôscoli para melodia de Roberto Menescal. Musicalmente, as onomatopeias conduzem um balanço delicioso, coesas com o ritmo da canção. Genialidades e picardias que marcaram a obra de Bôscoli como letrista marcadas pela suavidade da doce voz de Márcia e pela maestria de Menescal. 

"Eu pesquiso, tenho canções autorais na modernidade, não deixo de explorar coisas novas mas não deixo de procurar a história da música brasileira porque  acho que é onde nossas raízes estão fincadas e na natureza tudo se transforma e isso faz quem sou hoje. Nessas pesquisas vou cruzando informações sobre quem já cantou determinadas música, e cruzando informações fui procurar daquela época que o Menescal fez Telefone  quem gravou, aí procurando quem gravou ia na discografia e descobri que muitas pessoas gravaram e de repente nessas vozes acho com Lenny Andrade, com Claudete Soares. Ouvindo Claudete descubro que ela gravou Sambop e pensei essa música tem uma estrutura da época, dá pra gravar um pot-porri, dá para juntar com Telefone, apresentei a ideia para o Menescal, um gênio que criou essa ligação e surge aí uma brincadeira", lembra Márcia.

O single foi gravado há exatamente 10 anos e numa conversa com o A&R da gravadora, Marcelo Cravo, comentou do acervo que já existia dos dois artistas em conjunto e citou esta gravação perguntando se gostariam de levar para as plataformas musicais. 

 Em "Telefone/ Sambop" a dupla conta ainda  com Adriano Giffoni no baixo, João Cortez na bateria e Adriano Souza ao teclado, totalmente em sinergia com a dupla, revigorando este clássico da carreira de "Menesca", já gravado por Claudete Soares, Leny Andrade, Os Cariocas, Wanda Sá, entre outros, citando ainda, a intrigante gravação do grupo As Vedetes, em 1964, pela gravadora Nilser, onde ainda há o mistério se são vozes masculinas em rotação alterada que gravaram a faixa. 

 Para a sexta começar em grande estilo compartilho com vocês, leitores do Falando em Sol este vídeo, captado e editado por Paulo Thomaz, durante as gravações do single, já pode ser visto pelo link:



 



 

 

 

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