Pular para o conteúdo principal

Daya Moraes canta a resiliência feminina em Tormenta

 


 Desabafo - em single lançado hoje, a artista gaúcha fala sobre a força interior da mulher que sobreviveu a relacionamentos abusivos
Foto: Adonias Santos Pereira

Resiliência.Uma capacidade de se adaptar a situações extremas na vida. De não se entregar e tirar forças de onde menos se imagina para enfrentar uma determinada situação. A arte é um desses apoios para que a dor se transmute. E foi na música que a atriz, produtor, cantora e compositora gaúcha Daya Moraes encontrou seu norte, para se colocar num mundo onde a violência contra a mulher é quase que comum. Foi aí então que nasceu "Tormenta", seu novo single, lançado hoje em todas as plataformas, com a promessa de ser um hino para aquelas que não se curvam diante as adversidades da vida.

"Na verdade esta música sempre existiu em mim, só precisava do momento certo de colocá-la para fora. É uma música que fala sobre a revolta diante de algumas situações de abusos que vivi e como isso moldou minha personalidade e me fez ter outra visão de mundo. É uma canção que fala sobre reviravolta, e força interior", conta a artista.

O single faz parte do Projeto XV, que comemora seus quinze anos de carreira, traz uma Daya Moraes que mergulha profundamente em uma intensa jornada emocional, expressando sua determinação e a incansável busca pela  força interior, mesmo diante dos desafios mais difíceis. Isso é nítido no um refrão marcante que declara: "Sou uma tormenta de batom vermelho / Vi minha própria morte no espelho / Não queira curar minhas feridas / Elas me ajudam a sobreviver". 

Mas essa não é a primeira vez que Daya usa sua voz para representar as mulheres por meio da música. Em seu primeiro single, "Linda e Afrontosa", trouxe como tema a aceitação e a liberdade de padrões pré-estabelecidos. No ano de 2019 participou do projeto em combate ao feminicídio : "O Amor que Queremos", uma parceria com o Instituto Tulipa e a Delegacia da Mulher do Rio Grande do Sul.  Em "Tormenta",  convida o público a se juntar a ela nessa jornada de autodescoberta e empoderamento, enquanto proclama sua verdade e se recusa a ser contida por convenções ou expectativas externas.

"Infelizmente ser mulher é ser desafiada todos os dias, sou uma sobrevivente de dois relacionamentos abusivos. Hoje celebro minha vida quando canto, sei que muitas mulheres não tiveram essa chance. Sou grata por ter sobrevivido e hoje poder escrever e cantar parte da minha história", afirma.

O single estará disponível em todas as plataformas de streaming de música com distribuição pela Virgin Music/Universal Music. Convido vocês, leitores do Falando em Sol para  experimentar essa explosão de energia e emoção. Uma "tormenta" de batom vermelho.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Para Lô...

    No dia de hoje nem tenho o que dizer ou escrever ao certo. Só sei que aprendi essa canção de Salomão Borges Filho ainda na infância, e já me tocava o trecho em que ele cantava: " se eu morrer não chore não, é só a lua..." Sim, foi a lua. Agora sei que te encontro lá toda vez que ouvir sua obra. Achei este registro de 2023, num dia que essa música estava na minha cabeça, pedindo para ser cantada. Ao mesmo tempo um bem-te-vi no muro começou a cantar. Nem ele resistiu à beleza de "Um girassol da cor do Seu Cabelo". Vai em paz Lô... Obrigada por tanto.

Centenário Inezita Barroso

  Centenário - pesquisadora de nossa cultura popular, Inezita reunia gerações em seu programa exibido todos os domingos pela TV Cultura Foto: Reprodução Itaú Cultural Ontem, dia 4 de março, foi celebrado o centenário de uma mulher, que enquanto esteve aqui, neste plano, viveu por e para a música brasileira: Inezita Barroso. Conhecida como  a "D ama da Música Caipira", por trinta anos  abriu as portas de seu programa Viola, Minha Viola, exibido pela TV Cultura, para receber artistas da velha e nova geração.  Nascida Ignez Madalena Aranha de Lima no ano de 1925 na cidade de São Paulo adotou o sobrenome Barroso do marido. Foi atriz, bibliotecária, cantora, folclorista, apresentadora de rádio e TV.  Segundo a neta, Paula Maia publicou em seu Instagram, foi uma das primeiras mulheres a tirar carteira de habilitação e viajou por todo país para registrar músicas do folclore brasileiro.  Recebeu da Universidade de Lisboa o título de honoris causa em folclore e art...

Go Back 80's celebra os 40 anos do Rock Brasil

    Rock Brasil - A Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro  de Brasília nesta terça-feira levando o rock brasileiro da década de 80 para o público brasiliense                                  Foto: Estúdio Laborphoto      A década de 1980 foi determinante para a música brasileira. Foi neste período que surgiram as bandas de rock que fizeram história e firmaram o estilo musical no nosso país. Para homenagear os 40 anos do rock brasileiro, cinco músicos se reuniram para levar o bom e velho rock para todos os cantos. Nessa terça-feira, 10 de setembro, às 20 horas, a Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro de Brasília com o show "40 anos de Rock Brasil". "A banda Go Back está em turnê pelo centro oeste, onde trás o show "40 anos de rock Brasil uma seleção de músicas e artistas que consagraram e edificaram esses estilo musical no Brasil. Uma forma de homenagem a este ...