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Murderess : metal feito por mulheres no Distrito Federal lança primeiro EP


Visceral - o trio formado por Jazz Kaipora, Claudia Franco e Pedro Fraga lançou"Time to Kill"  mostrando a que vieram as mulheres do metal no rock de Brasília
Foto: Paula Rafiza

 O paradoxo da sensibilidade brotando no concreto. A flor no asfalto, já contada em verso pelo poeta Carlos Drummond de Andrade. Numa vertente do rock conhecida pela dureza e agressividade do metal, a visão feminina de forma a se colocar num mundo totalmente masculino. Unir uma guitarra que grita e indica um caminho melódico para uma voz postada  num canto gultural expor questões que representam todo desabafo guardado dentro de uma mulher. Esse foi o intuito da união das musicistas e compositoras Claudia Franco e Jazz Kaipora que há um ano e meio criaram a Murderess. A banda de metal brasiliense que conta ainda com Pedro Fraga na bateria lançou no dia quatro de agosto o seu primeiro EP " Time to Kill" em todas as plataformas.
" A banda tem um ano e meio, começamos eu e a Claudia e depois agregou o Pedro Fraga, que é o baterista e formou um trio bem sólido. Ás vezes a gente convida  baixistas para participar com a gente. A gente fala sobre as nossas questões de mulher, de tentar achar nosso espaço, tentar ter nossa força e é um contraponto numa cena que é altamente masculina do metal, onde muitas vezes a gente se depara com temáticas que são muito agressivas e não levam em conta a mulher e que enfim, é muito comum ver capas de álbuns de metal com mulheres mortas, tipo filme de terror. E a gente sabe que nesses filmes geralmente tem um 'romantismo' de uma cena de uma mulher morrendo, de uma mulher sofrendo violência e a gente fala o contrário, nas nossas letras sempre morre um homem (risos). Por isso nossa banda se chama Murderess, somos 'as assassinas' dessa cena machista, mas numa perspectiva feminina, de uma forma lírica, poética. Falamos de lendas, de mulheres reais. É isso: uma temática bem feminina e feminista, conta Jazz.
A apresentação do EP fica por conta da instrumental  que leva o nome da banda. "Murderess" conduz o público ao lado sombrio do metal, como se uma porta fosse aberta para as canções seguintes. " Queen of Swords", " Für Elize" e Bone Keeper" trazem a guitarra visceral e o synth de Jazz Kaipora, o vocal com o drive e  a personalidade de Claudia Franco, conduzidas por batidas enfáticas na bateria de Pedro Fraga, mostrando a que veio : representar a força da mulher no metal "made in Brazil". O baixo conta com a participação de Aletea Cosso e "Time to Kill" foi gravado no Orbis Estúdio. 
O trio que assina as composições já se apresenta pela capital e já mostra a que veio: em setembro fará o show de abertura da turnê " Shades of Sorrow" da banda de metal feminina Crypta.
" Agora a gente vai abrir show da Crypta, a maior banda de metal feminino do Brasil, elas fazem turnê na Europa, nos Estados Unidos e  a gente vai ter a oportunidade de abrir o show para elas e para outras meninas que  são já bem consagradas na cena em São Paulo e com isso vêm surgindo muitas outras demandas", celebra Kaipora.



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