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Juliano Costa resgata romantismo em novo álbum

        


Amoroso - com referências como Rita Lee, Arnaldo Antunes e Roberto Carlos, músico e escritor paulistano mostra em Chamar Alguém de Amor que ainda existe paixão nesse mundo
Foto: Millena Rosado

         Quem foi que disse que o romantismo morreu ?   

Depois dos discos “Barco Futuro” (2021) e “Vida Real” (2024), trabalhos auto referenciados no cotidiano de Juliano Costa, o músico e escritor paulistano mostra ao público sua faceta de compositor, aproximando sua obra musical de uma literária, ao contar a trajetória amorosa de um personagem. Este poderia ser eu, ou até mesmo você. Com produção assinada pelo parceiro de longa jornada Renato Medeiros, “Chamar Alguém de Amor” estreia hoje nas plataformas.

Com referências que passam por Rita Lee & Roberto de Carvalho, Roberto Carlos e Arnaldo Antunes, “Chamar Alguém de Amor” é um disco romântico. Narrando o começo da jornada amorosa, quando tudo flui e o encantamento se faz presente em cada momento. “Apaixonamento total. Sabe? Quando alguém entra na nossa vida pra ficar e a gente quer a vida com esse alguém. Sol e lua debaixo do mesmo lençol do céu numa lua de mel dourada. Um amor louco. Ainda bem”, aponta Juliano Costa. Pensando nesse encontro do destino que, com alguma sorte, podemos chamar de amar, o artista explorou composições temáticas ao longo das 11 faixas do álbum, com delicadeza e precisão.

"Me deu vontade de fazer um disco temático, que contasse uma história que não fosse necessariamente a minha. Meus álbuns anteriores foram experiências de juntar composições com temas e situações variadas. Dessa vez, explorei mais o lado ficcional do ofício de letrista, mergulhando na ficção e mostrando outros lados do meu trabalho”.

Por ser uma abordagem clássica da ficção, a temática do Amor lhe pareceu um ótimo ponto de partida. Se antes suas músicas românticas eram tristes, em “Chamar Alguém de Amor” as canções soam alegres, simples e celebrativas, comemorando as vitórias cotidianas embaladas pelo sentimento de paixão. Renato Medeiros teve um papel fundamental na história do disco, lapidando a produção da obra de modo que o público seja conduzido pela história, sem notar as marcas do processo (tão evidentes no anterior “Vida Real”).

“Confiei ao Renato produzir com total autonomia, o que me permitiu me distanciar mais do processo e me colocar mais como compositor”.

Ainda assim, a vontade de registrar nos discos as pessoas que o acompanham em vida segue neste trabalho: Helena Aranha canta em 4 das faixas; Millena Rosado, que já estava à frente da identidade artística de Juliano, agora ao lado de Victoria Andreoli, aparece também como compositora na ótima “Bagunça”; Gabriel Serapicos está presente na faixa “Tudo Outra Vez”; Renato, além de produzir, é parceiro na composição de “Brigar é Fácil”. Tudo feito de maneira amorosa, afinal.




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