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João Marcondes lança Afro-Brazilian Suite Ancestrality for Harp, Cello and Clarinet


Ancestralidade - João Marcondes lança álbum que revisita matrizes africanas e indígenas forjadas da cultura brasileira
Foto: Murilo Mosser 


    Após o lançamento do single Cadence – Golden Ancestry Pt. 2 no mês de  julho, o compositor João Marcondes lançará mas plataformas digitais o álbum Afro-Brazilian Suite Ancestrality for Harp, Cello and Clarinet, nesta sexta 19 de setembro, pelo selo Azul Music. 

A obra é um chamado à ancestralidade, um mergulho musical que busca não apenas compreender nossas origens, mas habitá-las, defendê-las, reverenciá-las. Em nove faixas, o disco traduz um Brasil profundo e historicamente negligenciado, onde a memória resiste por meio da arte. O compositor revisita as matrizes africanas e indígenas que forjaram nossa cultura, criando uma simbiose entre passado e presente, entre tradição e inovação.

Afro-Brazilian Suite Ancestrality (OPUS 68) é escrita para um trio inusitado de harpa, violoncelo e clarinete, ecoando tambores ancestrais, vozes iorubás e lamentos nativos. Entre pizzicatos e melodias entrecortadas, ouvimos o grito de sobrevivência de um povo, a cadência espiritual de um país moldado na dor, mas também na resiliência criativa.

A formação desse trio é composta por Sole Yaya (harpa), Marialbi Trisolio (violoncelo) e Ovanir Buosi (clarinete). Além dessa suíte ancestral, o álbum também apresenta uma segunda coleção inédita: OPUS 77 – Brevidades, uma reflexão sobre o tempo e suas delicadezas, composta para harpa, violoncelo e violino, em uma abordagem mais lírica, mas igualmente profunda. Na formação da segunda instrumentação, estão Sole Yaya (harpa), Marialbi Trisolio (violoncelo) e Leandro Dias (violino).

Afro-Brazilian Suite Ancestrality for Harp, Cello and Clarinet é mais que um lançamento, é como um manifesto sonoro. Gravado no Estúdio Arsis por Adonias Jr., o álbum se destaca por sua proposta estética, seu rigor técnico e, sobretudo, por sua força simbólica: resgatar e afirmar uma identidade musical afro-brasileira dentro da música de câmara contemporânea.

Com nove composições originais e duas formações distintas, o disco reforça o compromisso de João Marcondes com uma arte viva, que olha para o futuro sem esquecer de suas origens



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