Pular para o conteúdo principal

"Somente o Tempo Dirá" mostra a que veio STERCE

         

                


Inspiração- single lançado ontem nas plataformas teve como inspiração filme do compositor e poeta Bob Dylan, mostrando a vulnerabilidade da artista paulistana
Foto: Carlos Sicolino

     Algumas coisas nesta vida apenas o tempo pode resolver. Ele é o senhor de todos os caminhos que o homem deve andar. Ou como um compositor já disse é "o senhor dos destinos". Ele resolve todos os mistérios e traz ainda novas possibilidades. Porém, quando se tem a convicção de algo na vida ou no amor, é necessário se tornar um agente para busca meios que tornem o objetivo uma realidade. O compositor Bob Dylan diria que a resposta para tudo está sendo sobrada pelo vento. E ele soprou a inspiração para Sterce compor "Somente o Tempo Dirá", seu novo single, lançado em todas as plataformas nesta quinta-feira, 16 de outubro.

"Somente o Tempo Dirá aborda a necessidade em aceitar as intercorrências do tempo, trazendo símbolos de efemeridade como as folhas secas, e a aceitação do tempo como algo que não se pode mudar. Fazia um tempo que eu não escrevia nada, e assisti a um filme, do Bob Dylan. Fiquei super inspirada pela história, agitada, demorei um pouco para dormir. No outro dia acordei e fiz essa música. É como já estivesse feita e eu tivesse apenas resgatado ela", lembra emocionada STERCE.

A música foi produzida pela cantora e compositora paulistana com Dennis Ragonha, responsável ainda pela mixagem e masterização feita em seu estúdio. O videoclipe que estreou ontem no YouTube contou com a direção de Luísa Xavier e Pedro Borba, trazendo para o audiovisual toda intensidade da letra da canção, mostrando a vulnerabilidade da artista, sem máscaras ou filtros. Para o single Sterce buscou mostrar qual identidade musical vem criando, numa fusão de gêneros como Artpop, Indie, Rock, Alternative e Dreampop, tendo como referências POison GiRLFRIEND e Kiss Facility, além de Massive Attack e Portishead, na busca em levar para sua música um "trip hop". Este estilo surgiu no fim dos anos 1980 com a mistura de ritmos como jazz, hip hop, soul e funk, causando naqueles que o ouvem um efeito hipnótico. Essa experiência sensorial é possível de experimentar ao ouvir e assistir ao videoclipe de  "Somente o tempo Dirá", o ouvinte fica preso na canção.

" Busquei trazer instrumentos um pouco mais orgânicos do que nos trabalhos anteriores, com menos synths, mas ainda buscando manter a identidade musical que tenho criado. Pensei em criar algo como uma mistura entre trip rock e um shoegaze mais leve no final", conta.

"Somente o Tempo Dirá" é o segundo trabalho da artista, que lançou "The Feelings We Share" em 2024, com a produção de Dennis Ragonha, também de maneira independente.

Sexta tem lançamento aqui no Falando em Sol. Sugestão da editora: assistam com fones de ouvido, depois contem se foram hipnotizados como fui.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Para Lô...

    No dia de hoje nem tenho o que dizer ou escrever ao certo. Só sei que aprendi essa canção de Salomão Borges Filho ainda na infância, e já me tocava o trecho em que ele cantava: " se eu morrer não chore não, é só a lua..." Sim, foi a lua. Agora sei que te encontro lá toda vez que ouvir sua obra. Achei este registro de 2023, num dia que essa música estava na minha cabeça, pedindo para ser cantada. Ao mesmo tempo um bem-te-vi no muro começou a cantar. Nem ele resistiu à beleza de "Um girassol da cor do Seu Cabelo". Vai em paz Lô... Obrigada por tanto.

Centenário Inezita Barroso

  Centenário - pesquisadora de nossa cultura popular, Inezita reunia gerações em seu programa exibido todos os domingos pela TV Cultura Foto: Reprodução Itaú Cultural Ontem, dia 4 de março, foi celebrado o centenário de uma mulher, que enquanto esteve aqui, neste plano, viveu por e para a música brasileira: Inezita Barroso. Conhecida como  a "D ama da Música Caipira", por trinta anos  abriu as portas de seu programa Viola, Minha Viola, exibido pela TV Cultura, para receber artistas da velha e nova geração.  Nascida Ignez Madalena Aranha de Lima no ano de 1925 na cidade de São Paulo adotou o sobrenome Barroso do marido. Foi atriz, bibliotecária, cantora, folclorista, apresentadora de rádio e TV.  Segundo a neta, Paula Maia publicou em seu Instagram, foi uma das primeiras mulheres a tirar carteira de habilitação e viajou por todo país para registrar músicas do folclore brasileiro.  Recebeu da Universidade de Lisboa o título de honoris causa em folclore e art...

Go Back 80's celebra os 40 anos do Rock Brasil

    Rock Brasil - A Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro  de Brasília nesta terça-feira levando o rock brasileiro da década de 80 para o público brasiliense                                  Foto: Estúdio Laborphoto      A década de 1980 foi determinante para a música brasileira. Foi neste período que surgiram as bandas de rock que fizeram história e firmaram o estilo musical no nosso país. Para homenagear os 40 anos do rock brasileiro, cinco músicos se reuniram para levar o bom e velho rock para todos os cantos. Nessa terça-feira, 10 de setembro, às 20 horas, a Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro de Brasília com o show "40 anos de Rock Brasil". "A banda Go Back está em turnê pelo centro oeste, onde trás o show "40 anos de rock Brasil uma seleção de músicas e artistas que consagraram e edificaram esses estilo musical no Brasil. Uma forma de homenagem a este ...