Pular para o conteúdo principal

Souela desvenda a força feminina em “Nossa Pele”

    


Feminilidade - banda de Limeira lança promeiro EP reforçando sua sonoridade com mensagens de empoderamento feminino
Foto: Lizzahara Meireles

        Depois de dez anos de estrada e inúmeras vivências, a banda Souela, composta pelas artistas Gabriela Reis (voz e guitarra), Larissa Féola (baixo) e Larissa Ladeia (bateria), reinventa sua voz e mergulha de corpo e alma em seu primeiro álbum de carreira. O projeto pop “Nossa Pele” estreou em todas plataformas no fim de outubro, abraçando as dores, os sonhos e os corpos das mulheres que fazem o dia a dia acontecer. 

Ao todo, a banda apresenta sete faixas – sendo três inéditas –, e contou com produção musical de Mônica Agena, que atuou durante anos como musicista acompanhante de artistas como Fernanda Takai, Natiruts e Emicida. 

“Ela nos trouxe pontos importantes de reflexão e amadurecimento musical. Foi um aprendizado gigante para nossa construção enquanto banda”, comenta a vocalista Gabriela Reis.

Além de Mônica, o projeto também conta com outras participações especiais. Na faixa “Amar a Flor da Pele” somou-se a cantora Bia Gullo, para uma música considerada a mais romântica do álbum. Já na faixa “Uma Mulher” a parceria é com a cantora e compositora Pá Moreno — que também gravou gaita na música —, celebrando seus 30 anos de carreira. Além de MC Versa, na já lançada “Relaxa Amiga”. A percussionista Larissa Umayta comanda as percussões em “Rainhas” e a tecladista Thaís Andrade participa em “Rotina”.

A sonoridade do álbum reflete essa união de talentos: um blend entre o pop leve e elementos da música brasileira, com arranjos ricos em camadas instrumentais e misturas rítmicas que criam uma narrativa sonora fluida.

 “Cada faixa traz um contexto, mas quando juntas, contam uma história”, define o grupo que tem como inspiração nomes como Elza Soares, Rita Lee e Elis Regina — ícones da força e da autenticidade —, além de vozes da nova geração como Iza, Liniker, Drik Barbosa, Xênia França e Tássia Reis.

Após um ano de desenvolvimento do projeto que apresentam agora, Souela também lançará, ainda este ano, um curta com uma história que vai acompanhando cada música.

 “Esse álbum nasce da vontade que sentíamos em retratarmos as vivências e sentimentos, preconceitos e situações que vivemos em nossa pele diariamente enquanto mulheres”, salienta Larissa Ladeia. “Ele vem como uma conclusão de uma nova fase da Souela, em que nos repaginamos e redescobrimos o que nossa música quer dizer ao público”, completa Larissa Féola. 

O projeto, ainda, é uma continuação natural do EP “Nossa Voz”, lançado anteriormente, que apresentou os primeiros passos da transição da banda em direção ao pop. Agora, essa jornada se consolida com força, ritmo e novas camadas de significado.

 “Foi cansativo mas foi umas das melhores experiências que tivemos enquanto banda. Queremos muito alcançar as pessoas com a nossa mensagem e poder sair com o nosso show e o nosso som por aí”, conclui Féola.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Centenário Inezita Barroso

  Centenário - pesquisadora de nossa cultura popular, Inezita reunia gerações em seu programa exibido todos os domingos pela TV Cultura Foto: Reprodução Itaú Cultural Ontem, dia 4 de março, foi celebrado o centenário de uma mulher, que enquanto esteve aqui, neste plano, viveu por e para a música brasileira: Inezita Barroso. Conhecida como  a "D ama da Música Caipira", por trinta anos  abriu as portas de seu programa Viola, Minha Viola, exibido pela TV Cultura, para receber artistas da velha e nova geração.  Nascida Ignez Madalena Aranha de Lima no ano de 1925 na cidade de São Paulo adotou o sobrenome Barroso do marido. Foi atriz, bibliotecária, cantora, folclorista, apresentadora de rádio e TV.  Segundo a neta, Paula Maia publicou em seu Instagram, foi uma das primeiras mulheres a tirar carteira de habilitação e viajou por todo país para registrar músicas do folclore brasileiro.  Recebeu da Universidade de Lisboa o título de honoris causa em folclore e art...

Para Lô...

    No dia de hoje nem tenho o que dizer ou escrever ao certo. Só sei que aprendi essa canção de Salomão Borges Filho ainda na infância, e já me tocava o trecho em que ele cantava: " se eu morrer não chore não, é só a lua..." Sim, foi a lua. Agora sei que te encontro lá toda vez que ouvir sua obra. Achei este registro de 2023, num dia que essa música estava na minha cabeça, pedindo para ser cantada. Ao mesmo tempo um bem-te-vi no muro começou a cantar. Nem ele resistiu à beleza de "Um girassol da cor do Seu Cabelo". Vai em paz Lô... Obrigada por tanto.

Go Back 80's celebra os 40 anos do Rock Brasil

    Rock Brasil - A Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro  de Brasília nesta terça-feira levando o rock brasileiro da década de 80 para o público brasiliense                                  Foto: Estúdio Laborphoto      A década de 1980 foi determinante para a música brasileira. Foi neste período que surgiram as bandas de rock que fizeram história e firmaram o estilo musical no nosso país. Para homenagear os 40 anos do rock brasileiro, cinco músicos se reuniram para levar o bom e velho rock para todos os cantos. Nessa terça-feira, 10 de setembro, às 20 horas, a Go Back 80's se apresenta no Clube do Choro de Brasília com o show "40 anos de Rock Brasil". "A banda Go Back está em turnê pelo centro oeste, onde trás o show "40 anos de rock Brasil uma seleção de músicas e artistas que consagraram e edificaram esses estilo musical no Brasil. Uma forma de homenagem a este ...