Depois de circular pelo estado de São Paulo com o espetáculo “Baile da Sereia”, a cantora e compositora Mila Costa iniciou o ano com uma novidade marcante na carreira. Na última sexta-feira, 23 de janeiro, a artista lançou em todas as plataformas digitais o EP “Ouro Verde”, seu primeiro trabalho autoral.
O projeto marca um momento simbólico na trajetória de Mila, que estuda música desde muito jovem, acumula apresentações premiadas e já passou por diversos palcos do Brasil. Apesar da vontade antiga de gravar as próprias composições, a artista revela que o receio financeiro adiou o sonho. O incentivo da produtora Fabiana Batistela foi decisivo para que o EP saísse do papel.
“O Ouro Verde precisava nascer agora. Esse EP vale ouro para mim. Cada música representa um ouro da minha vida”, afirma. Segundo ela, o título carrega ainda um significado coletivo: as canções falam de experiências pessoais, mas também universais, enquanto o “verde” simboliza a esperança de sempre alcançar esse ouro , além de remeter à música popular brasileira feita por uma artista do Norte.
O EP reúne faixas que dialogam diretamente com a vivência e a identidade da cantora. Três músicas são de autoria própria e nasceram em momentos intensos de emoção. A faixa de abertura, “Manifesto Nortista”, surge como um posicionamento político e cultural diante da desinformação e do desconhecimento sobre a região Norte do país. Já “Saudades”, um brega romântico, reflete a entrega emocional da artista nos relacionamentos. “Sou canceriana, romântica, não tem jeito”, brinca Mila. O EP também traz “Eu Mereço Mais”, canção de superação escrita após o fim de um relacionamento tóxico, marcada pelo empoderamento e pela reconstrução emocional.
Musicalmente, “Ouro Verde” se destaca pela diversidade sonora. Com formação sólida na música , incluindo estudos em canto lírico , Mila Costa transita com naturalidade por diferentes estilos. Suas influências vão da música clássica ao samba ouvido na infância com o avô, passando pelo jazz, pelo brega e pelo carimbó, ritmos presentes em sua vivência familiar e cultural.
“Sou uma cantora de música popular brasileira que carrega tudo o que viveu. Essa pluralidade está na minha música e na mulher amazonida que eu sou”, resume.

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