O amadurecimento pode se apresentar em muitas formas, cores e com infinitos significados. Para Virgo Virgo, ele se materializa em música, imagem e movimento em “Virada”, novo single-clipe da cantora e compositora carioca. A faixa, que chegou às plataformas digitais em 17 de setembro, traduz em sua estética visual e sonora temas como transformação, superação e, sobretudo, a descoberta do próprio valor.
Com direção de Vine Ferreira e produção de Carol Santos, “Virada” aposta em uma experiência audiovisual que vai além da narrativa tradicional de um videoclipe. O trabalho da VJ Martina, com assistência de Mano Son, contribui para construir uma atmosfera imersiva, marcada por projeções e referências ao imaginário cultural brasileiro.
Segundo Virgo Virgo, o clipe funciona como uma “instalação audiovisual imersiva”, utilizando imagens projetadas que partem de diferentes referências da cultura brasileira, de Clarice Lispector a Daiane dos Santos. A proposta é criar “uma paisagem em constante transformação, onde identidade e mitologia cultural se sobrepõem”.
A sétima arte também ocupa um espaço importante nesse universo. Para construir a persona e a atmosfera de “Virada”, Virgo Virgo buscou inspiração em grandes atrizes do cinema brasileiro, entre elas Zezé Motta, Helena Ignez e Alice Braga. A presença dessas referências reforça a ideia de uma artista que transita entre diferentes linguagens para construir sua própria identidade.
Na sonoridade, “Virada” mergulha no sambass, subgênero que aproxima elementos da música brasileira, especialmente o samba e a bossa nova, das batidas do drum’n’bass. O estilo ganhou força e projeção por meio de artistas como Fernanda Porto, DJ Marky, DJ Patife, Drumagick e Marcelinho da Lua.
“É a mescla da música brasileira, como samba e bossa nova, ao Drum’n’bass que surgiu desde o início do século”, explica Virgo Virgo.
A identidade musical da cantora também é atravessada por nomes importantes da música brasileira. Juçara Marçal, Céu, Marina Lima e Fernanda Abreu aparecem entre suas principais referências, tanto pela produção musical quanto pela construção de uma persona artística marcada pela liberdade e pela reinvenção. Para Virgo Virgo, essas artistas “transpiram liberdade feminina, liberdade criativa, reinvenção, autenticidade e a busca por uma música fora da curva”.
O diálogo com a música contemporânea não se limita ao Brasil. Entre suas referências internacionais estão nomes como Kelela, PinkPantheress e Nia Archives, artistas que também exploram novas possibilidades para a música pop e eletrônica.
“Virada” é assinada por Virgo Virgo e Jonathan Panta. A produção ficou a cargo de Baroque Angel e Fernando Catatau. A captação aconteceu em abril de 2026, no Nosso Estúdio, em Santo Cristo, no Rio de Janeiro, com Nelsinho Freitas. A mixagem e a masterização foram realizadas por Mbé.
A faixa chega como o primeiro single do álbum “Virada”, projeto homônimo que Virgo Virgo prepara e que promete ampliar o universo apresentado pela artista neste primeiro capítulo. Entre música, cinema, referências brasileiras e experimentação audiovisual, a cantora transforma seu processo de amadurecimento em uma obra sobre se reconhecer, se reinventar e, finalmente, descobrir o próprio valor.

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