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Gui Cardoso: músico formado pela noite mogiana




Não sei pousar - Gui Cardoso se apresenta amanhã no Severina Café e Arte em Mogi das Cruzes
Foto: Divulgação/ Gui Cardoso


Um menino que um dia sonhou em ser como o Rei do Rock. Olhos claros já tinha, lhe faltava o violão para poder com sua voz de criança sonhadora  embalar multidões cantando " Love me tender". 

E o instrumento foi o presente  de Natal que definiu a futura carreira do pequeno Gui. Em sua terra natal, Jacareí começou as aulas de violão com uma professora na igreja que frequentava. Coincidência ou não era a  igreja de Santa Cecília, padroeira dos músicos. 

Na  adolescência - já sob as bênçãos da santa - se mudou com o pai para Mogi das Cruzes onde conheceu amigos e parceiros de música que lhe apresentaram outras referências musicais e que levaram o jovem para a boêmia noite mogiana. 

Em 2017 lançou o álbum " Não sei pousar ", gravado no EMAN ( Estúdio Municipal de áudio e  Música ) com a participação de  grandes músicos  e que pode ser conferido nas plataformas digitais e em seu canal no YouTube . (aqui)

Amanhã às 20 horas (29)  Gui Cardoso levará sua música e seu violão cheio de gingado para o Severina Café e Arte, localizado na rua Coronel Souza Franco, 953 no centro de Mogi das Cruzes. 

Confira hoje a história do músico, mogiano de coração.


 F.S - Quando você se interessou por música?

- A música sempre esteve presente na minha infância, embora ninguém da minha família tocasse algum instrumento. Meu pai colecionava os álbuns do Roberto Carlos e muitos títulos da MPB, minha mãe ouvia Maysa, Elis, Elvis. Meu padrinho ouvia modas de viola e meus primos e tios mais novos ouviam pop rock nacional. Tinha referência pra todo gosto.


F.S Como e porque o violão? Com quem teve aula?

Me interessei pelo violão aos 10 anos. Lembro que ouvi o Elvis cantando “Love me, tender” (rs) num LP da minha mãe e fiquei me imaginando ao violão. Pedi de presente de Natal e ganhei naquele mesmo ano. Na minha família ninguém tocava e não entenderam nada. 

Comecei as aulas com uma professora da igreja católica que eu frequentava aos domingos.  O nome dela era Carla Narita e ensinava somente as músicas da missa. Quando eu quis aprender outros gêneros tive que procurar outro professor. Estudei com um rapaz que dava aulas no meu bairro, Agenor. Depois, já em Mogi, me interessei por música erudita e estudei pouquíssimo tempo com Vital Medeiros (uns três meses só) e depois com Acácio Moreira na “sapataria esportiva” que ficava na rua Cabo Diogo Oliver, perto da estação. Mais tarde fiz alguns cursos na antiga ULM e meu último professor até agora foi o Alessandro Penezzi.


F.S-Como você foi para Mogi? Quais eram suas referências musicais quando chegou?

Nasci em Jacareí e vivi lá até os meus 14 anos, quando vim morar com meu pai em Mogi. A influência musical da família e dos amigos da escola serviu bem pra um primeiro contato geral com diversos gêneros musicais, mas foi aqui em Mogi que eu comecei a ter mais contato com a MPB e a música instrumental brasileira e isso se deve, ao menos inicialmente, pela influencia do meu grande amigo Meyson, que conheci aos quinze anos e me apresentou muitos compositores e poetas que até hoje me influenciam. Depois vieram outros grandes amigos e com eles outras referências. 



F.S - Como foi o começo na noite mogiana?

Comecei na noite mogiana aos 19 anos tocando com alguns amigos em bares e restaurantes da época. Acompanhei vários cantores antes de começar a tocar e cantar. Entre eles estão Juliana Kozma, Carol Ferraz, Mateus Sartori, Magali Cristina e, mais tarde, Aline Chiaradia, Max Grácio e Nila Branco. 

F.S- Quem são seus parceiros musicais?

A maior parte das minhas canções são em parceria e os meus parceiros mais frequentes são Meyson, Henrique Abib, Rabicho, Kacá Novais e  Guilherme Bandeira (este o mais frequente ultimamente) mas tenho canções com o Paulo Henrique, Pedro Abib, Léo Zerrah, Hilda Maria, Mateus Sartori entre outros.


F.S -Como é compor pra vc?

Sempre digo que compor, pra mim, é um “ato de coragem”  (rsrs). Tenho sempre um receio daquilo que estou compondo parecer demais com outra canção.  Componho pouco na verdade, demoro muito pra terminar uma canção quando faço tudo sozinho (e fico refazendo durante outro tanto de tempo rsrs), quando é parceria às vezes sai mais rápido.

 F.S- De quando é o álbum "Não sei pousar" e como foi a produção dele?

 O álbum é de 2017 e foi gravado e finalizado no EMAM (Estúdio Municipal de Mogi) mediante um edital da secretaria de cultura. Foi produzido pelo meu grande amigo Danilo Silva e contou com vários músicos de peso. Danilo Silva (produção, guitarras e violões), Fábio Faustino (bateria), Rangel Cruz (baixo), Fabio Leandro (piano e teclados), Mestre Vando e Paulo Betzler (percussões) e Evandro dos Reis e Guilherme Bandeira como participações especiais. Só gente linda! 


F.S- O que vai rolar na apresentação desta quinta?

Vou tocar um pouco das minhas canções e parcerias e também vou apresentar alguma coisa dos artistas que me influenciaram durante esse tempo todo. E entre essas canções estarão algumas de outros compositores mogianos também, com o Rui Ponciano e o Henrique Abib.


F.S- Quem é o artista Gui Cardoso?

Tá aí uma pergunta que ando me fazendo desde o início (rsrsr). Um dia eu acho que descubro!



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