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Cali lança clipe de “FOME” e afirma nova identidade no ‘Pop Brasuca’



Estreia - Artista independente ultrapassa 300 mil visualizações na plataforma e transforma sugestão de fã em curta-metragem inspirado em “Cisne Negro” (Foto- Luiza Meneghetti)

    Cali, cantora e compositora paulista que define sua estética musical como “Pop Brasuca”, vive um momento de ascensão na cena independente. O single “FOME”, lançado neste ano, vem impulsionando sua carreira nas redes: já são mais de 300 mil visualizações no TikTok e 50 mil plays no Spotify. Nesta quarta-feira, 3 de dezembro, a faixa ganhou um videoclipe que nasceu de uma sugestão de um fã, e que acabou se tornando um curta-metragem unindo dança, dramaturgia e estética cinematográfica.

Natural de Porto Ferreira e radicada em Campinas, Cali conta que a repercussão espontânea da música levou o público a cobrar o videoclipe. “Eu estava recebendo muitas mensagens de pessoas que queriam o clipe e postei um vídeo sobre isso. No mesmo dia, as diretoras me procuraram”, lembra. O lançamento, diz ela, é também uma forma de devolver aos fãs o carinho que recebeu: “Eles estão ansiosos pelo vídeo e isso me alegra muito. O público pode se preparar para sentir, ser impactado”.

A ideia inicial , de transformar “FOME” em um videoclipe, ganhou novos contornos quando Padovani (co-direção e direção de fotografia) e Calu Zete (co-direção e produção) decidiram levar a sugestão a sério e criar uma obra de linguagem híbrida. 

“Queríamos ir além de um videoclipe convencional, fazer algo cinematográfico, que contasse a história da música de forma não literal”, explica Cali.

O roteiro também se apoia em uma vivência pessoal da artista durante uma aula de improvisação vocal na faculdade de Música, que inspirou uma das cenas de maior intensidade emocional. As gravações ocorreram na escola Kraft Ballet, em Campinas.

Para traduzir no audiovisual a vibração de “FOME”, Cali e a equipe reforçaram os elementos rítmicos e corporais já presentes na canção.  A coreografia é assinada por Beatriz Kizima, que também interpreta a personagem “Sombra”, estabelecendo um diálogo físico e simbólico entre luz e escuridão.

“O ritmo e a letra foram guias para o clipe. É uma música que chama o corpo, então precisava de dança, de movimento”, diz a artista.

No filme, Cali interpreta três personas que representam estágios emocionais de um artista: a ansiedade e exaustão iniciais, o confronto com o próprio lado sombrio e, por fim, a descoberta de uma versão mais madura e confiante. “Aos poucos, ela vai se transformando na última personagem, que está pronta para lidar com as dores e delícias de viver da própria arte”, afirma.

Figurinos, maquiagens contrastantes e a coreografia pedida repetidamente pelos fãs completam o clima de intensidade e entrega. A artista também deu vazão à sua paixão pelos gêneros que sempre a influenciaram. “Agora me vejo madura o suficiente para trazer meu próprio lado sombrio. Desde nova adoro suspense psicológico e drama. Pensei: por que não me inspirar nisso na minha estética também?”, conta.

Encerrando 2025 em alta, Cali celebra o amadurecimento artístico e o fortalecimento da conexão com o público. Entre referências que vão de Rita Lee a Rosalía, passando por ritmos brasileiros, ela desenvolve sua assinatura sonora: o “Pop Brasuca”, mistura de pop, MPB, bachata e funk.

O próximo grande passo será o lançamento do álbum “TRAMA”, previsto para 2026 e produzido por Kafé. “Me sinto flutuando, mas com os pés no chão; sortuda por encontrar tantas pessoas que se identificam comigo e com a música que faço”, diz.

 Com muitos trabalhos já realizados a jovem Carolina Barcellos Pavão, de 26 anos, é artista independente desde 2017 e une influências do pop, música latina, afrobeat, MPB, dança e moda. Já colaborou com o rapper Inglês (“Retrato”), com o cantor Kafé (“Sozinha”, que superou 100 mil plays no Spotify) e com o artista português André Regalias (“SJP”). Em sua trajetória, soma apresentações na Virada Cultural ferreirense (2023), no Bloco da Vaquinha (2025) e encerra sua formação em Música pela UNICAMP com o espetáculo “Entrelaçada”, avaliado com nota máxima.




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