A força da palavra honesta e a profundidade poética que traduzem a experiência humana marcam “Meu Nome É Segredo”, quarto álbum da banda Alarde, que será lançado em show gratuito nesta sexta-feira, 16 de janeiro, às 20h, na marquise do Sesc Taubaté. Referência do rock alternativo no Vale do Paraíba, o quarteto recebe como convidado especial o trompetista Rafael Jarcem, da banda Skaya, que adiciona camadas de improviso e ambiência às novas canções.
Com nove faixas já disponíveis nas plataformas digitais, o disco aposta no peso das guitarras, bateria e baixo sustentados por uma estética mais arejada e uma lírica que confronta crises, contradições e possibilidades de renascimento. À frente da banda, o vocalista e letrista Luiz Silva conduz o ouvinte por reflexões sobre mudança, cura e desapego, sempre com olhar voltado para o futuro. “É um som com poesia e humanismo, por vezes quase espiritual, mas nada nostálgico; ele olha para a frente”, define o músico.
Conhecida anteriormente por uma sonoridade mais ruidosa e psicodélica, a formação — completada por Rodrigo Silva (bateria), Marcelo Sanches (baixo) e Rodrigo Mazza (guitarra) — contou com a produção de Sergio Fouad, nome consagrado que já trabalhou com artistas como Djavan, Gilberto Gil, Samuel Rosa, Frejat e Titãs. Segundo o produtor, a proposta foi preservar a identidade setentista do grupo, marcada inclusive pelo uso de equipamentos vintage. “Apenas ajustei vocais e tempo das músicas, para serem assimiladas com facilidade”, afirma.
Entre os destaques do repertório estão “Crise Moral”, com apenas 1 minuto e 30 segundos, e “Universo É Nosso”, a mais longa do álbum, com 3 minutos e 19, cuja letra propõe, logo na abertura, que “o real sentido é não fazer sentido”. Frases de impacto atravessam as composições, como “até para desistir precisa ter coragem”, em “Canção da Viagem”, e “no fim, amar é deixar ir”, da faixa-título, que já ganhou videoclipe no YouTube.
A participação de Rafael Jarcem promete acrescentar textura e clima “espacial” ao show. “O trompete funciona como solo ou como camada de ambiência, sem roubar destaque”, explica o músico, que também elogia a sinceridade das letras da banda. “São o que eles vivem e acreditam.”
Além das músicas novas, o público poderá rever clássicos de álbuns anteriores, como “Oitoitenta” e “Amarelo Chá” (2009), “Faca” (de Abismo ao Redor, 2014) e “As Crianças Dançam” (de Destruir o Ego, 2019). O trabalho vocal de Luiz Silva passou por preparação especial com Mariel Bolzan Motta, buscando ampliar nuances entre o falado, o cantado e o gritado, sem perder a rouquidão característica.
Gravado parcialmente no estúdio Midas Music, em São Paulo, e finalizado no Rei Lagarto, em São José dos Campos, “Meu Nome É Segredo” tem sido elogiado por produtores, jornalistas e críticos como um dos lançamentos mais relevantes do rock nacional em 2025. Para eles, o álbum confirma a maturidade artística do Alarde e sua importância na cena brasileira contemporânea.
SERVIÇO
ALARDE “MEU NOME É SEGREDO”
Quando: Dia 16/01 (sex.), às 20h
Onde: Sesc Taubaté (av. Engenheiro Milton de Alvarenga Peixoto, 1.264, Esplanada Santa Terezinha, Taubaté-SP). Bar local. Na marquise (palco externo; gramado sem assentos).
Sem retirada de ingressos antecipada.
Classificação etária livre. Grátis.

Comentários
Postar um comentário