Pular para o conteúdo principal

“Doce de Coco” marca nova fase de Tathy Martins


Nas plataformas - Canção finalista do 7º Festival de Música da Paraíba une memória afetiva, cultura popular e protagonismo feminino na música autoral nordestina
Foto: Divulgação

        Composta em 2024, a canção “Doce de Coco” inaugura um novo momento na trajetória da cantora e compositora paraibana Tathy Martins. Finalista do 7º Festival de Música da Paraíba no mesmo ano, a obra conquistou o público por onde passou, reafirmando a força da canção autoral nordestina e a presença feminina na cena musical brasileira. Após circular em apresentações ao vivo, sempre acompanhada de um gesto simbólico e festivo, em certo momento Tathy costuma arremessar cocadas ou balas de coco para a plateia, criando uma experiência sensorial e afetiva com o público, “Doce de Coco” chegou oficialmente às plataformas digitais no dia 16 de janeiro, com distribuição da CD Baby.

A música nasce do encontro entre leveza, ancestralidade e afeto. Inspirada nas lembranças de infância da artista, que via as tias ralando coco em casa para fazer cocada e acompanhava as idas à feira para comprar a matéria-prima do doce, a composição transforma essas memórias em poesia e som. O refrão incorpora o tradicional chamado dos vendedores ambulantes, numa homenagem às doceiras e doceiros das feiras e praças, figuras centrais do imaginário popular.

"A ideia da música surgiu a partir de lembranças de criança de vê minhas tias fazendo cocada em casa, indo na feira comprar coco pra ralar em casa e fazer o doce, e foi assim que aprendi a fazer cocada, até hoje quando vou na feira comprar coco e ando pela cidade ouço vendedores com seu jargão "Olha o doce!" frase que botei no refrão, a canção é também uma homenagem as vendedoras e vendedores de doce das feiras, praças e em toda apresentação que faço, quando vou apresentar a canção, jogo cocada ou bala de coco pra platéia, a maioria das apresentações eu fazia cocada em casa e foi a sensação do momento, quando não dá tempo encomendo e toda vez é uma festa e uma surpresa quando lanço o doce pra plateia", conta a artista.

A faixa tem letra e melodia assinadas por Tathy Martins, com arranjo, produção e edição de Erik Pronk. A gravação, mixagem e masterização foram realizadas por Marcelo Macêdo e Teo Filho, no Peixeboi Estúdio. A percussão é de Priscilla Fernandes e Germana Mel Vinagre, e os backing vocals reúnem Fran Hanel, Andréa Araujo, Priscilla Fernandes, Germana Mel Vinagre, a própria Tathy Martins e Erik Pronk. A arte de capa e a fotografia também levam a assinatura da artista, com edição de Pronk.

“Doce de Coco” chega com tudo para adoçar ainda mais o caminho da música autoral brasileira, transformando memória, cultura popular e afeto em uma celebração sonora, com a cara do Brasil que promete atravessar gerações.    





Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Centenário Inezita Barroso

  Centenário - pesquisadora de nossa cultura popular, Inezita reunia gerações em seu programa exibido todos os domingos pela TV Cultura Foto: Reprodução Itaú Cultural Ontem, dia 4 de março, foi celebrado o centenário de uma mulher, que enquanto esteve aqui, neste plano, viveu por e para a música brasileira: Inezita Barroso. Conhecida como  a "D ama da Música Caipira", por trinta anos  abriu as portas de seu programa Viola, Minha Viola, exibido pela TV Cultura, para receber artistas da velha e nova geração.  Nascida Ignez Madalena Aranha de Lima no ano de 1925 na cidade de São Paulo adotou o sobrenome Barroso do marido. Foi atriz, bibliotecária, cantora, folclorista, apresentadora de rádio e TV.  Segundo a neta, Paula Maia publicou em seu Instagram, foi uma das primeiras mulheres a tirar carteira de habilitação e viajou por todo país para registrar músicas do folclore brasileiro.  Recebeu da Universidade de Lisboa o título de honoris causa em folclore e art...

Bituca é Nosso!

Cara Academia do Grammy. Fica aqui nossa indignação pela forma como nosso Milton Nascimento foi recebido no evento de ontem. Sem mais, Tatiana Valente, editora responsável pelo Falando Em Sol.  

Djavan e Eles

Pétala - dia de celebrar o cantor e compositor muso deste blog e de muitos outros poetas e escritores Foto: Tati Valente Dia de Djavanear o que há de bom. Os leitores do Falando em Sol já estão cansados de saber o apreço que tenho pela obra do alagoano Djavan Caetano Vianna, e que todo ano, esta data aqui é celebrada em forma de palavras. O que posso fazer, se Djavan "invade e fim"? Para comemorar seu 76º aniversário, selecionei cinco momentos em que ele dividiu cena com outros nomes da música popular brasileira. O resultado: um oceano de beleza. Tudo começou aqui. Este foi o meu primeiro contato com Djavan e tenho a certeza que de toda uma geração que nasceu nos anos 1980. Ele é Superfantástico! Edgard Poças...obrigada por isso... Azul é linda, amo ouvir e cantar até cansar...  Com Gal e Djavan então...o céu não perde o azul nunca... Esse vídeo foi em um Som Brasil, no ano de 1994. Desculpem, posso até parecer monotemática, mas Amor de Índio é linda. Mais linda ainda com est...