Referências - "The Lady is Back in Blues, álbum que estreou nas plataformas ontem, marca nova fase da artista, misturando suas influências e reforçando sua identidade sonora
Foto: Lucas Rodrigues
Ontem, primeiro de maio, a cantora, compositora e produtora Carla Mariani apresentou ao público seu segundo álbum de estúdio, "The Lady is Back in Blues". O trabalho celebra duas décadas de trajetória artística e tem em sua essência a reafirmação da reafirma de uma artista que se recusa a caber em definições rígidas. Nele, Carla Mariani não apenas revisita suas origens, mas reafirma sua liberdade criativa, mostrando que sua carreira segue em constante construção : sem rótulos e sem limites.
"Acho que sou uma composição que nunca termina. A Carla nua e crua é isso. Eu não consigo, nem nunca consegui, me encaixar em nenhum rótulo… Eu preciso de desafios pra viver! E eu demorei pra aceitar isso. Sempre quis provar pra mim mesma que eu era uma cantora de blues, mas não sou. O blues faz parte de quem eu sou, assim como o jazz e o rock. No fundo eu descobri que não precisa ter uma resposta pronta, porque a beleza está justamente em continuar compondo sem parar… sem rótulos e sem pressão. Hoje eu lanço um álbum, amanhã eu vou produzir um festival e a minha vida é essa, essa sou eu ", confessa Carla aos risos.
O novo álbum nasce após o lançamento do single “Music Lady” e traz um panorama das referências que moldaram sua formação musical. Nomes como Etta James, Ella Fitzgerald e Janis Joplin aparecem como inspirações, mas o disco ganha uma abordagem contemporânea, resultado da maturidade construída ao longo de 20 anos de estrada trazendo para os dias atuais toda atmosfera do blues/jazz dos anos 1960.
Mais do que um projeto musical, o álbum se apresenta como um manifesto de autonomia artística. Carla assina integralmente a produção, mixagem, masterização, arranjos e composições. As faixas transitam entre o blues, o jazz e o rock, equilibrando técnica e intensidade emocional. Apesar do título, o trabalho não se limita ao gênero que o nome sugere. Para a artista, o blues carrega um significado simbólico.
“Representa força, coragem, luta e resiliência. Esse álbum também marca um retorno às minhas raízes, à essência de tudo que me trouxe até aqui”, explica.
Gravado com músicos da Baixada Santista, o disco reúne uma base sólida com Tanauan no baixo e violões, Heittor Jabbur na bateria e Thais Ribeiro no piano. A proposta sonora ganha ainda mais riqueza com a participação de sete guitarristas, entre eles Luiz Oliveira e Filipe Ramalho, além de Marcel Chili, Muniz Crespo, Anderson Botega, Vini Borges e Roman Hötzel. As harmonias vocais ficam por conta de Raffa Pereira e Letícia Alcovér, enquanto o trio de metais formado por Cassio Peixoto, Tulio Mendes e Maurício Fernandes confere às canções, para aqueles que as ouvem, uma verdadeira experiência sonora.
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