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Sylvestra Bianchi resgata sabedoria ancestral em Camomila

  

     


Pausa - cantora e compositora traz em lançamento um convite ao acolhimento e à escuta interior, com uma proposta sonora que dialoga com ritmos ancestrais 
Foto: Fabiano Guma

     Em tempos de excesso de informação, ansiedade e desconexão dos ritmos naturais da vida, a cantora e compositora Sylvestra Bianchi faz um convite ao acolhimento e à escuta interior. Esse é o ponto de partida de “Camomila”, novo single da artista, lançado pela Marã Música e disponível nas plataformas digitais.Com uma sonoridade que passeia pela MPB contemporânea, elementos orgânicos e nuances do Rock Cósmico, a canção nasce de uma experiência pessoal e se transforma em uma reflexão sobre a importância dos saberes ancestrais e das formas de cuidado transmitidas entre gerações. O vídeoclipe será lançado no dia 25 de junho.

A inspiração para a música surgiu em 2023, durante um período de grande sensibilidade emocional vivido por Sylvestra. Na época, uma benzedeira recomendou que ela realizasse banhos e tomasse chás de camomila por alguns meses. O que começou como uma prática de autocuidado despertou uma profunda curiosidade sobre os conhecimentos populares ligados às ervas, aos benzimentos e à relação entre corpo, mente e natureza.

" Esse resgate da ancestralidade surgiu a partir de uma experiência muito pessoal. Em um período de grande sensibilidade emocional no início de minha carreira artística, fui orientada por uma benzedeira a fazer banhos e tomar chás de camomila durante alguns meses. Aquela vivência despertou em mim um olhar mais atento para os acontecimentos ancestrais ligados às ervas, aos benzimentos e às formas de cuidado que atravessaram gerações", conta.

“Camomila” é resultado desse mergulho. A artista pesquisou a história da planta, seus simbolismos e a presença desses saberes no cotidiano de muitas mulheres ao longo dos séculos. Mais do que uma erva conhecida por suas propriedades calmantes, a camomila carrega significados culturais e espirituais ligados ao acolhimento, ao feminino e às formas sutis de cura.

"Eu acredito que esse resgate é importante porque estamos vivendo uma época marcada pela ansiedade, pelo excesso de informação e pela desconexão com os ritmos naturais da vida. A tecnologia trouxe muitos avanços, mas também nos afastou de práticas simples que durante séculos ajudaram as pessoas a encontrar equilíbrio, presença e bem-estar. Quando falo de ancestralidade em “Camomila”, não estou falando apenas do uso das ervas, mas de uma forma mais consciente de viver. É lembrar que existem conhecimentos transmitidos entre gerações que valorizam o autocuidado, a escuta do corpo, a conexão com a natureza e o respeito ao nosso tempo interno. Acredito que a humanidade precisa reencontrar esse equilíbrio entre o progresso e a sabedoria ancestral", afirma.

A delicadeza que inspira a composição também está presente na construção musical. Conduzida pelo violão de 12 cordas, a faixa ganha força através de percussões e linhas de baixo que dialogam com ritmos ancestrais e elementos da brasilidade. O resultado é uma atmosfera sensorial que convida o ouvinte a desacelerar e se reconectar consigo mesmo. Produzida por Leomaristi, a gravação conta ainda com a participação de Murilo da Ros no violão e China Cunha na percussão. O universo visual do lançamento reforça a proposta da obra, com produção de maquiagem e cabelo assinada por Paulo Stein e fotografias de divulgação realizadas por Fabiano Guma.

Mais do que apresentar uma nova música, Sylvestra Bianchi propõe uma reflexão necessária sobre o equilíbrio entre os avanços da vida moderna e a sabedoria herdada de nossos ancestrais. Em “Camomila”, a artista lembra que muitas respostas ainda podem ser encontradas nos pequenos rituais, nos saberes populares e na conexão harmoniosa com a natureza. Com sensibilidade e poesia, o single surge como um lembrete de que nem toda transformação acontece pela força. Às vezes, ela começa justamente pela presença, pela simplicidade e pela suavidade.

"Para mim, esse resgate é um convite para voltarmos a olhar para aquilo que sustenta a vida de forma mais simples e humana. Muitas vezes procuramos respostas muito longe, quando parte delas já estava presente nos pequenos rituais, nos saberes populares e na relação harmoniosa que nossos ancestrais tinham com a natureza. E talvez uma das maiores lições desses conhecimentos seja justamente lembrar que nem toda transformação acontece pela força. Muitas vezes, ela começa através da presença, da simplicidade e da suavidade", conclui.



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