Em tempos em que muitos lançamentos apostam na instantaneidade, o duo AZÚ escolhe outro caminho. Com arranjos elaborados, letras que convidam à reflexão e interpretações carregadas de sensibilidade, "Aonde Vamos Daqui", lançado em 23 de julho, apresenta ao público um projeto que valoriza o tempo da escuta e a riqueza dos detalhes.
Formado por Luíza Abe e Rodrigo Zanettini, o AZÚ nasce propondo um encontro entre o universo íntimo dos sentimentos e as constantes transformações do mundo ao redor. A canção de estreia já antecipa a identidade do primeiro álbum da dupla, que leva o mesmo nome do single e tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2026.
A composição surgiu ainda na juventude de Rodrigo Zanettini e atravessou os anos até encontrar a maturidade artística do projeto. O resultado é uma música delicada e emotiva, construída sobre uma base pop que ganha profundidade por meio de arranjos instrumentais robustos e de uma interpretação vocal que conduz naturalmente o ouvinte pela narrativa da canção.
A identidade sonora do AZÚ também revela um amplo repertório de influências. O refinamento harmônico de Jacob Collier, a elegância de Djavan e Milton Nascimento, o groove de Stevie Wonder e da Banda Black Rio dialogam com uma escrita que busca explorar a musicalidade das palavras, inspirada em autores como Paulo Leminski e Paulo César de Carvalho.
O projeto nasceu da experiência de Luíza Abe e Rodrigo Zanettini na banda autoral Cardume, da qual herdou a preocupação em fazer da música um veículo para a mensagem. Em vez de apostar no minimalismo, o duo investe em uma instrumentação rica, marcada pela presença de metais, sopros e bases rítmicas consistentes, criando uma sonoridade que aproxima a sofisticação da MPB da energia do pop e do groove contemporâneo.
"Aonde Vamos Daqui" funciona como um convite para conhecer esse universo musical. É uma faixa que desperta a curiosidade sobre o álbum que está por vir e demonstra que o AZÚ chega disposto a construir uma identidade própria, sem abrir mão da delicadeza, da musicalidade e da profundidade em suas composições.
Na realização do single, Rodrigo Zanettini assina o arranjo, divide os vocais com Luíza Abe e também toca piano. A produção, a bateria e a mixagem ficaram a cargo de Gudino Miranda, enquanto Felipe Pizzutiello gravou o baixo, Lucas Araujo o violão, Bruno Zambonini o trompete e Léo Brandão os saxofones tenor e alto. A direção vocal é de Luíza Abe, com aquecimento vocal realizado por Eduarda Cunha. A masterização foi assinada por Frederico Pacheco, do O&O, e a arte da capa leva a assinatura de Alícia Abe.

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