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"Elas no Som" estreia dando voz às mulheres que transformam a música

    



Protagonismo - Idealizado e apresentado por Bia Ambrogi, o programa da Rádio My News FM abre a temporada com Fernanda Porto e amplia o debate sobre criação, carreira e representatividade feminina
Foto: Divulgação

    A comunicadora e produtora audiovisual Bia Ambrogi estreia nesta segunda-feira o programa Elas no Som, na Rádio My News FM (frequência 90,9). A primeira convidada é a cantora, compositora e produtora Fernanda Porto, que abre a série de entrevistas dedicada às mulheres que transformam a música brasileira dentro e fora dos palcos.

Mais do que falar sobre canções, o programa propõe um mergulho nas histórias de quem as cria. A cada episódio, artistas, compositoras, produtoras e profissionais da indústria musical compartilharão suas referências, processos criativos, desafios e estratégias para construir uma trajetória em um mercado ainda marcado por desigualdades de gênero.

A proposta também é discutir os bastidores da carreira artística, abordando temas como empreendedorismo, liderança, maternidade, família, expectativas sociais e a busca por reconhecimento profissional. O programa destaca como talento, resiliência e coragem caminham juntos na construção de carreiras femininas na música. "Elas no Som" nasce com a missão de dar visibilidade às histórias que existem por trás de cada obra, celebrando mulheres que reinventam caminhos, superam obstáculos e seguem criando, mesmo diante dos desafios cotidianos.

Idealizadora e apresentadora da atração, Bia Ambrogi reúne uma trajetória de mais de 25 anos no mercado audiovisual. Formada em Propaganda e Marketing pela ESPM, com especialização em cinema pela Scuola Leonardo da Vinci, na Itália, atualmente cursa MBA em IA Aplicada aos Negócios e pós-graduação em Neurociências e Comportamento pela FAAP.

Ao longo da carreira, atuou em empresas como Teleimage e Estúdios Mega, assinando a supervisão de pós-produção de produções como Tropa de Elite, Dois Filhos de Francisco e All the Invisible Children, filme dirigido por cineastas como Spike Lee, Ridley Scott e Kátia Lund. Fundadora da uPmix Estúdios, premiada com o Leão de Ouro no Festival de Cannes pelo projeto Coke Thirst – Sound Experience, Bia também é CEO da plataforma InnSaei.TV e da produtora InnSaei Áudio. Atualmente, preside a Apro+Som – Associação Brasileira de Produtoras de Som, é embaixadora do Women's Music Event Awards by Billboard e atua em Brasília na discussão sobre a regulamentação da inteligência artificial, representando mais de 45 associações do setor por meio do Movimento Frente IA Responsável.

"A ideia da minha produtora, quando ela nasceu, em 2013, era trabalhar só com mulheres, nessa área tem poucas mulheres ainda, as mulheres que trabalham estão empregadas, ainda bem, não consegui cumprir essa missão, mas sempre priorizo mulheres. Como mulheres compositoras por encomenda é difícil, de ter compositoras na indústria musical, é outro aspecto que luto também, para que tenham mais mulheres nessa área. Com isso, indo para o áudio, sou presidente da Apro+Som, e comecei com a Inteligência Artificial chegando,  acompanhar a regulação em Brasília, e foi um movimento que me chamou à frente a responsável que tem mais de 50 associações da Economia Criativa acompanhando a regulação, e preservando os direitos autorais. Então, levanto essa bandeira, e quando surgiu a oportunidade de fazer o projeto da rádio, que entra na frequência 90,9, que era a Bandeirantes, que mudou para a frequência da Eldorado, que infelizmente findou, vem agora com a My News, jornalismo independente e programas autorais", conta Bia que lembrou ainda que o programa "Elas no Som", visa ampliar seu trabalho em defesa da representatividade feminina, criando um espaço para que as histórias das mulheres da música sejam ouvidas com a mesma força de suas canções.

" O principal para mim é focar, como não sou música, nem compositora profissional, claro que vou abordar sobre composição, estilos e o que a entrevistada quiser falar, mas o foco é  olhar por trás da carreira no aspecto da mulher, como é difícil para a mulher, tudo o que ela faz em relação ao homem, ela tem um investimento de energia cinco vezes a mais que ele, ela tem de gerenciar casa, os filhos e tudo mais. Entender como a mulher cria, em que momento cria, com que pressão. E da vulnerabilidade da mulher, num ambiente em que a gente está falando de artistas, que lidam com imagem, o quanto também existe aí uma gerência de abusos, assédios. Tudo isso é importante a gente colocar, debater", conclui Bia.

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