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Bebé Pacheco e Ubandu transformam cotidiano em música em novo projeto audiovisual

    


União - Grupo lança registro ao vivo gravado na Estação Ferroviária de Bauru (SP), com quatro canções inéditas inspiradas em memórias, afetos e na diversidade da música brasileira
Foto: Guilherme Massuchini

    Entre trilhos, memórias e canções, o grupo Bebé Pacheco e Ubandu encontrou na histórica Estação Ferroviária de Bauru (SP) o cenário para registrar um trabalho que traduz sua essência. Disponível no YouTube, “Bebé Pacheco e Ubandu ao vivo na Estação Ferroviária de Bauru” reúne quatro músicas inéditas inspiradas em experiências do cotidiano e marcadas pela brasilidade que acompanha a trajetória do grupo. O audiovisual também representa o encerramento do ciclo da banda, preservando em som e imagem a identidade artística construída ao longo dos últimos anos.

Criado em 2022 a partir dos encontros da cena cultural bauruense, o grupo surgiu depois que a cantora e compositora Bebé Pacheco começou a se apresentar solo em feiras da cidade. O encontro com Ed Florindo (percussão) e Julio Calleja (guitarra) deu origem à formação, posteriormente ampliada com Adriel Dias (bateria) e Adriano Martins (baixo).

O nome Ubandu é inspirado no conceito africano de Ubuntu, associado à ideia de que “eu sou porque nós somos”, e também faz referência ao álbum Um Banda Um (1982), de Gilberto Gil. A proposta se reflete na sonoridade do grupo, construída a partir da coletividade e da diversidade da música brasileira.

“Nosso encontro, tanto entre nós, como com o nosso público, aconteceu criando música autoral e levando-a para outros lugares. Essa sonoridade da música brasileira, diversa e plural, construída em conjunto, é o que nos une”, resume a banda.

As quatro faixas inéditas transformam situações aparentemente simples em reflexões sobre a passagem do tempo, os afetos, a natureza e a maneira como nos relacionamos com o mundo. Em “Manga”, Bebé parte da contemplação de uma mangueira vista da janela de casa para refletir sobre a conexão entre as pessoas e a natureza. Já “Badalada” nasceu durante uma gravação em um sítio no interior paulista, a partir da convivência com um antigo relógio de parede. O som das badaladas se transforma em metáfora para o envelhecimento e a passagem do tempo.

“São canções que surgiram de experiências muito simples, mas que abriram espaço para pensar sobre a vida, a memória e a maneira como enxergamos o mundo”, explica a cantora.

O repertório ainda traz “Sustenta”, que questiona as fronteiras entre amor e desejo ao abordar relações sustentadas mais pela idealização do que por sentimentos reais, e “Outra Tela”, inspirada na ausência inesperada de um senhor que costumava observar o movimento da rua da varanda de casa. A faixa propõe uma reflexão sobre presença e ausência e sobre como, muitas vezes, estamos mais conectados às telas do que ao momento presente. A escolha da Estação Ferroviária de Bauru reforça a ligação do projeto com a cidade que viu nascer a banda e também valoriza a produção cultural do interior paulista.

Embora o lançamento marque o fim das atividades da Bebé Pacheco e Ubandu como grupo, os integrantes seguem desenvolvendo seus projetos individuais e levando consigo as experiências construídas durante a trajetória coletiva.

“Nossa maior gratidão é a todas as pessoas que caminharam com a gente durante essa trajetória. Cada show, cada escuta e cada incentivo fizeram parte dessa história. Esperamos que esse registro permaneça como uma celebração de tudo o que construímos juntos”, conclui a banda.






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