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Valéria Custódio reencontra a própria voz em homenagem a Djavan

    


Luz - acompanhada do violonista Gui Cardoso, cantora e compositora faz releitura do álbum lançado em 1982 pelo cantor e compositor alagoano
Foto: Lethicia Galo




    Algumas músicas chegam até nossos ouvidos . Outras nos atravessam. É assim a relação de Valéria Custódio com Djavan, artista que a acompanha desde a infância e que agora ganha um tributo criado a partir de uma vontade muito pessoal: voltar a cantar. Acompanhada do violonista Gui Cardoso, a cantora e compositora se apresenta hoje, 3 de setembro, às 20 horas no Festival Gira o Disco, na Casa de Cultura Yayah, no centro de Mogi das Cruzes.

A influência começou em casa, especialmente por meio do tio Ricardo, o Marreco, fã de Djavan e apaixonado por vinil. As audições na casa do tio ajudaram a formar não apenas o gosto musical da cantora, mas também uma relação afetiva com os discos e com a própria experiência de ouvir música. Depois da passagem da mãe, Valéria passou um período sem cantar de fato. Neste ano, decidiu retomar as rédeas da carreira e escolher aquilo que realmente deseja cantar. Djavan surgiu quase como uma resposta.

“Eu estava pedindo um projeto musical bonito, que eu gostasse de fazer, e me veio essa resposta. Falei: caramba, é isso! Gosto tanto desse artista, por que não?”

A primeira experiência aconteceu também na Casa de Cultura Yayah, em uma apresentação que ela chama de “protótipo”. O show chamou a atenção de Gustavo de Castro, da Rizoma Discos, que a convidou para o Festival Gira o Disco e propôs a apresentação de um álbum completo.A escolha foi Luz, lançado em 1982 e gravado em Los Angeles. O disco, que traz “Samurai”, com a participação de Stevie Wonder na gaita, será apresentado na íntegra no primeiro set, em formato de voz e violão com Gui Cardoso.

A segunda parte será dedicada a outras fases da obra de Djavan, com músicas de diferentes momentos da carreira, incluindo Malásia, Djavan e Lilás — álbum especialmente importante para Valeria. O título de seu trabalho Miragem, de 2022, nasceu justamente de uma música de LilásA escolha pelo voz e violão também é simbólica. O formato remete ao primeiro álbum do compositor, A Voz, o Violão, a Música de Djavan, lançado em 1976.

“Vou cantar músicas que tenho paixão em cantar, músicas que fervem dentro, e digo: preciso fazer.” conta ela que fala sobre o reencontro com o motivo pelo qual escolheu a música como caminho.

“É uma honra fazer Djavan. Estou com muito carinho e seriedade, porque sei que vem de dentro do meu âmago, do meu querer cantar, do porquê quis ser cantora, do porquê quis a música.Todas as homenagens para ele ainda são poucas. E que bom que estamos fazendo ainda em vida.”, se emociona

SERVIÇO

Valéria Custódio e Gui Cardoso - Especial Álbum Luz- Djavan

Quando: 3 de setembro, quinta-feira, às 20h

Onde: Casa de Cultura Yayah , Rua José Bonifácio, 338, Centro de Mogi das Cruzes
Ingressos: R$ 15

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